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| ed. 412 |
| 05 de Fevereiro de 2010 |
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| Centro histórico aquece Assembleia Municipal |
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Uma discussão em torno do centro histórico originou, na última Assembleia Municipal de Viseu, uma acesa discussão depois de o deputado do PS Ribeiro Carvalho chamar a atenção para a transformação da zona num “deserto”.
O assunto foi levantado pela deputada do PSD, Cláudia Bento, que aproveitou a tribuna para felicitar o executivo camarário por um conjunto de medidas, que enunciou, que valorizam o centro histórico e a sua “posição central no tecido urbano da cidade”.
Evidenciando estranheza pela intervenção da deputada social-democrata, Ribeiro de Carvalho, que tem escritório de advocacia no centro histórico, subiu ao púlpito para dizer que não vê nenhuma das medidas elencadas por Cláudia Bento. “O que eu vejo no centro histórico é deserto, manifestações de comerciantes e lojas a encerrar”, contrapôs o parlamentar socialista felicitando a deputada do PSD pelo trabalho por apresentar um “programa que não existe”.
“Se o centro histórico é um deserto porque é que o senhor lá tem escritório?”, questionou o presidente da autarquia respondendo. O autarca recusou ainda “admitir que se diga que o centro histórico é um deserto” e acusou os socialistas de “demagogia” e de “andarem distraídos e a esbracejar ao contrário”.
“Gastem as vossas energias a pedir ao governo o que falta”, rematou Ruas, depois de dizer que estava “muito calmo”.
“Eu também estou muito calmo” - retorquiu Ribeiro de Carvalho interpelando o presidente do município a esclarecer se se estava a referir a ele como sendo “tuaregue” ou “camelo”.
A afirmação do deputado do PS fez ecoar gargalhadas na sala.
Ribeiro Carvalho perguntou ainda a Ruas quantas pessoas vivem no centro histórico? E disse estar farto de “maniqueísmos”, referindo-se ao facto de o autarca dizer que os viseenses não gostam dos eleitos do PS. “O que o senhor queria era que esta assembleia fosse 100 por cento do PSD”, rematou. “Queremos ter a percentagem de votos que tivemos”, respondeu Fernando Ruas.
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ed. 412, 05 de Fevereiro de 2010
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