Call Center para Castro Daire “apetecido” por Vouzela

O futuro call center que a Altice quer instalar no distrito de Viseu e anunciado em maio do ano passado para Castro Daire, parece estar a gerar interesse em vários concelhos vizinhos. O possível desvio da infraestrutura para Vouzela foi abordado na última Assembleia Municipal castrense pelo deputado social-democrata, António Luís Ferreira.

“Pelo que ouvi, estão com intenção de ir para Vouzela e que o interesse em investir em Castro Daire arrefeceu. É verdade?”, questionou ao edil.

Fernando Carneiro, presidente da Câmara de Castro Daire, admitiu a existência do “assédio” ao call center. “Pensava que só eu é que sabia dessa história.

De facto houve um ‘chico esperto’, meu colega, que foi a Lisboa e queria retirar o call center de Castro Daire e levá-lo para lá”, afirmou o autarca. Fernando Carneiro não escondeu a insatisfação pelo ocorrido, garantindo que já existiram outras investidas.

“Eu não faço isso a colega nenhum. No entanto, um foi lá e agora parece que foram lá mais dois. Pois façam o que entenderem, o nosso call center está aqui de pedra e cal”, garantiu.

Rui Ladeira nega e diz que “Vouzela não desvia nada”

Questionado pelo Jornal do Centro sobre este tema, Rui Ladeira, presidente da Câmara de Vouzela, negou que o município tivesse interessado em levar para lá o call center de Castro Daire.“Vouzela não desvia nada.

Vouzela só apresenta condições e intenções de investimento. É público que temos uma estratégia de captação de investimentos, todo o resto não existe.

Desviar não faz parte do nosso vocabulário”, afirmou. Com a garantia da criação de 80 novos postos de trabalho, a primeira formação de francês já terminou estando outra prestes a começar. “Já há 20 alunos que sabem falar francês. Agora vai começar outra com cerca de 30 alunos”, informou Fernando Carneiro.

Com autarquia a apontar para o  m do primeiro semestre deste ano como data de inauguração do call center, o edil não se mostra preocupado com o facto das instalações ainda não terem começado a ser construídas. “As obras têm que ser feitas, mas essas são feitas num relâmpago com empresas especializadas no assunto”, afirmou.