De Viseu para Moçambique em missão de esperança

Desde setembro de 2016 que Alice Santos, jovem viseense, está em missão em Moçambique, no âmbito do projeto “Renascer P`ra Esperança”. Um país que, assegura a jovem psicóloga, a recebeu muito bem.

“Há uma riqueza nos gestos de bondade e na partilha do pouco que têm com o forasteiro que chega”, conta, frisando que ao longo destes meses tem sido “premiada com os sorrisos, o brilho nos olhos e as palavras de boas vindas”. As ações de voluntariado não são uma novidade no percurso de vida desta jovem e os dias que tem passado em Moçambique são de um “preenchimento tal que quase nem temos tempo, nem espaço para que cheguem os medos do desconhecido ou as saudades do colo da família e amigos que deixámos para trás”.

Dificuldades há sempre, mas a psicóloga salvaguarda que “a barreira cultural é de facto real quando não te intrusas no povo e não tentas sentir o que sentem, ver o que veem e viver o que vivem”. No entanto, admite que o que mais lhe custa é lidar com a miséria que a rodeia, “sobretudo nos mais vulneráveis e frágeis que são as crianças e os idosos”, com quem trabalha, sendo que muitas vezes se sente “pequenina ao lado de tantas necessidades”.

Na comparação entre a comunidade portuguesa e a de Moçambique, a voluntária afirma que “basta um passeio pela rua” para as desigualdades se fazerem sentir. Destaca “as ruas sombrias e cheias de lixo, a rede de transportes públicos precária, a lentidão” com que os serviços funcionam.

Contudo, o acolhimento de todos os que se cruzam com a Alice e “a força das mulheres guerreiras que dia a dia labutam nas imensas machambas onde procuram os poucos alimentos para matarem a fome aos filhos”, provocam-lhe um misto de emoções. Mas a capacidade do povo moçambicano viver feliz com tão pouco é a principal diferença que Alice aponta, colmatando que é de venerar “a capacidade de continuar a sorrir sem queixume, sem lamentações, apesar de se viver com tão pouco”.

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