“Doesdicon” no Teatro Viriato com grupo “Dançando Com a Diferença”

O Teatro Viriato acolhe, hoje e amanhã (26 e 27 de maio), o espetáculo de dança “Doesdicon”, uma criação de Tânia Carvalho. Um trabalho que a coreógrafa está a fazer com o Grupo Dançando com a Diferença que tem direção artística de Henrique Amoedo.

Com um nome enigmático, “Doesdicon” é um anagrama da palavra “escondido”, um título construído para incrementar a ideia, segundo Tânia Carvalho, que tal como o nome escondido na peça, também esté é um espetáculo com as “pessoas que estão escondidas, não com aquelas que estão à vista”. O elenco inclui elementos com de ciências.

A peça é a última produção do Dançando com a Diferença e, na opinião de Henrique Amoedo, é um desafio muito grande, “principalmente por causa do elenco”. “A escolha foi uma surpresa, porque a Tânia trabalha com bailarinos e intérpretes muito novos”, realça.

As faixas etárias do elenco, composto por 8 bailarinos, vai desde os 15 aos 39 anos. Com um espetáculo marcado pela diferença, Henrique Amoedo reforça que em cena não há nenhuma de ciência porque, “enquanto grupo, não interessa se no elenco há pessoas com ou sem de ciência.

O importante é refletir o trabalho da Tânia Carvalho”. Esta é a primeira vez que Tânia Carvalho trabalha com pessoas com de ciência. No entanto, destacou que em termos coreográ cos, a aposta assentou em “pessoas muito diferentes umas das outras”, com o intuito de “ver em cada um deles o que estes têm de diferente para que possa levar para palco”.

Os artistas, que vieram da ilha da Madeira, vão estrear a peça em Viseu, no Teatro Viriato, onde Henrique Amoedo é o artista residente este ano. “É um projeto que procura tentar trazer a linguagem da dança inclusiva para Viseu”, sendo que a estreia na Madeira apenas irá acontecer para a semana seguinte.

Pela segunda vez, no Teatro Viriato, a peça dispõe de áudio-descrição, tendo em vista a preocupação de “trazer a sensibilidade cultural para os espetáculos do Teatro Viriato”, para que “se houver invisuais na plateia, estes consigam usufruir do espetáculo de uma outra forma”, conforme ressalvou Henrique Amoedo, responsável, também, por fazer a áudio-descrição e de procurar “passar a linguagem cénica para as palavras”.