Hardmetalfest um dos festivais mais antigos de Portugal

Mangualde volta a vibrar, já este sábado (7 de janeiro) com mais uma edição do Hardmetalfest. Bandas de “peso”, como Tygers of Pan Tang ou Holy Moses, que fazem parte do cartaz de um dos festivais do género mais antigos do país. A organização, há 23 anos, está a cargo de José Rocha. O festival está de “pedra e cal” no Centro Cultural de Santo André.

Jornal do Centro (JC) – Todos os anos, este festival de Mangualde abre as hostilidades musicais na região. Já lá vão 23 edições, continua a ter o mesmo público?

José Rocha (JR) – É mesmo para começar o ano em peso e realmente já lá vai algum tempo. É engraçado encontrar pessoas na rua e dizerem-me que já foi há tantos anos. Continuamos a ter pessoas que foram a todas as edições e outras que já marcam esta data para estarem presentes.

JC – O que leva este festival a ter os seus seguidores?

JR – O heavymetal sempre teve a particularidade de ter muitos fiéis, talvez por ter sido marginalizado durante algumas décadas e ter sido criado um certo misticismo à sua volta. Quem gosta, gosta mesmo e para sempre e essas pessoas gostam de continuar a ir aos concertos, encontrar os amigos. Claro que as gerações foram mudando, já temos pessoas mais novas a ir aos concertos, mas as mais velhas continuam a aparecer em Mangualde. Há também um núcleo de pessoas que vai sempre aos vários eventos que existem do género.

JC – Mas o Hardmetal é um festival só para determinado tipo de público?

JR – É um festival que tem um público alvo mas é aberto a toda a comunidade. Cada vez mais se vê todo o tipo de público a passar por Mangualde.

JC – Desde a primeira edição, o Festival sempre se realizou na pequena aldeia de Santo André?

JR – Os primeiros festivais foram no antigo quartel dos bombeiros. O terceiro começou a ser em Santo André e, apesar de um interregno em que fomos para Tibaldinho, estamos de pedra e cal naquele espaço.

JC – Desde a primeira edição, o Festival sempre se realizou na pequena aldeia de Santo André?

JR – Os primeiros festivais foram no antigo quartel dos bombeiros. O terceiro começou a ser em Santo André e, apesar de um interregno em que fomos para Tibaldinho, estamos de pedra e cal naquele espaço.

JC – O festival é só um dia, mas começa à tarde. Qual a explicação?

JR – Tentamos agradar a toda a gente e quando damos conta temos um grande bolo para oferecer, daí a necessidade de ser tarde e noite. Este ano vamos ter 13 bandas. A nível de bandas estrangeiras temos o cartaz mais forte de sempre. Bandas que vão fazer aqui estreias, que nunca estiveram no nosso país.

JC – E a próxima edição está garantida?

JR – Final de janeiro, inícios de fevereiro, vamos anunciar as bandas que queremos para a 24.ª edição.

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