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O que é que as autarquias do distrito de Viseu estão a fazer pela crise? Foi a pergunta para a qual quisemos encontrar resposta nesta edição, indo ao encontro dos projectos que estão a ser desenvolvidos, concelho a concelho, autarquia a autarquia. A conclusão é de que as câmaras estão atentas, concentram esforços no plano social, mas não estão preparadas para prestar outro tipo de apoio, porque os orçamentos reduzidos não o permitem.
Na realidade, as câmaras municipais têm um papel muito importante na resposta a dar a uma crise difícil como a que estamos a viver. Além do prato de comida, da roupa e outras respostas sociais, deveriam assumir também um papel de combate ao problema. Isso passaria por levar à prática um rol de propostas, talvez saídas dos chamados gabinetes de crise.
Se o Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) é um peso para o bolso dos munícipes, porque não se abdica, exigindo garantias de que ele vai para novos investimentos? Se os fornecedores estão com problemas de recebimentos, porque não criar uma relação com eles? Um dia destes, num grupo de comentadores opinava-se sobre a possibilidade de as autarquias encontrarem um canal que permitisse aos cidadãos, que estão a ser apoiados pelos tais planos sociais, fazerem as suas compras nas tradicionais mercearias, através de vales de compras que seriam pagos pelas câmaras. Uma possibilidade, ninguém perdia e o comércio tradicional, que está numa agonia profunda, só lucrava. As micro-empresas precisam de ser acordadas.
Com o Inverno no fim, os cafés e restaurantes aguardam por uma Primavera que é de esplanadas, de mais gente na rua, mas a época quente que há-de vir, já está no planeamento dos empresários, como um tempo de crise. Será que a descida, ou mesmo a anulação das taxas das esplanadas, podia ser mais uma medida de combate à crise?
Migalhas. Dirão muitos. Mas é com migalhas que se constroem impérios. E é com novas medidas e novas ideias que o mundo se levanta.
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