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ed. 399
06 de Novembro de 2009
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Autarca de Santa Comba puxa orelhas a funcionários

O presidente da Câmara de Santa Comba Dão, João Lourenço admitiu no seu discurso de tomada de posse não promover funcionários da autarquia, por terem tido "posições inaceitáveis" durante a campanha para as eleições autárquicas.

João Lourenço, eleito numa lista do PSD depois de ter governado quatro anos em coligação com o CDS-PP, adiantou não se referir aos que integravam as listas de adversários, "porque se portaram de forma digna", mas a "alguns que, talvez aliciados por falsas promessas, tomaram posições inaceitáveis" como "insultos, tentativas de boicotar o trabalho de outros funcionários e intervenções públicas, denegrindo o nome de representantes dos órgãos autárquicos". O autarca acrescenta: "foram, durante a hora de trabalho, espalhando a má-língua e as infâmias contra os órgãos da câmara".

João Lourenço prometeu tomar "as medidas que considerar adequadas para corrigir eventuais posturas menos próprias", admitindo que os funcionários em causa podem não ser promovidos. "Na prática deverão ter que marcar passo durante algum tempo. Têm que demonstrar que são trabalhadores em quem se pode confiar, e não foi isso que aconteceu", acrescenta.

O vereador da oposição socialista, Leonel Gouveia classificou o discurso de "lamentável, eleger funcionários como alvo a abater numa sessão de tomada de posse ".

Para o autarca do PS, eventuais problemas disciplinares devem ser resolvidos "dentro do município" e "não numa sessão pública em que praticamente os funcionários da autarquia foram os bodes expiatórios daquilo que foi a má condução dos destinos da autarquia ao longo dos quatro anos".

Ao considerar uma atitude de "arrogância", Leonel Gouveia exige ao presidente da Câmara de Santa Comba "provar o que afirmou, porque põe em causa todos os funcionários da autarquia".

Sindicato a analisar. À hora do fecho da edição do Jornal do Centro, o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) encontrava-se para "analisar a situação". O dirigente do STAL, João Serra adiantou que só depois tomarão uma posição e eventuais "diligências necessárias".

ed. 399, 06 de Novembro de 2009