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28 de Dezembro de 2007
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Factos que marcaram 2007
JANEIRO: Caso de Letícia relança polémica de crianças e jovens em risco
Os pais da bébé de Moselos começaram a ser julgados por agredir e abusar sexualmente da filha recém-nascida até dar entrada na urgência do Hospital de Viseu em estado de coma, no dia 7 de Dezembro de 2005.
Três funcionários da Câmara de Mangualde morrem num acidente de viação, na EN232, quando regressavam do trabalho. A autarquia activou mecanismos de apoio às famílias.
Suspeito de homicídio na antiga discoteca “Diplomata” de Viseu foi detido no Porto 14 anos depois do crime. O detido usou identidade falsa.


FEVEREIRO: Viseu diz “não”à Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez
Hospital de Viseu inaugura unidade do sono. No distrito existem 250 pessoas que necessitam de acompanhamento nesta área.
Viseenses dizem “não” à Despenelização da Interrupção Voluntária da Gravidez e o Bispo da Diocese anuncia casa para acolher mães em risco, no concelho de Sátão.
Ranking da sinistralidade em Viseu confirma o IP3 como estrada onde mais se morre no distrito
Penalva do Castelo protesta contra a falta de médicos de família.


MARÇO: D. Anfonso Henriques terá nascido em Viseu?
O pai da bebé de Moselos vítima de maus-tratos foi condenado pelo Tribunal de Viseu a dez anos de prisão e a mãe a quatro anos e meio. O caso chocou o país quando o Tribunal provou que a bebé era agredida com murros e bofetadas na face e na cabeça sempre que chorava e, no dia 8 de Dezembro, o pai “introduziu no ânus da criança objectos de características não concretamente apuradas”. A pequena Letícia vive agora com a avó materna.
A Livraria da Praça fecha as portas dois anos depois do projecto ter nascido pelas mãos de três sócios, que quiseram oferecer a Viseu um projecto alternativo à clássica livraria.
É reacesa a polémica à volta da cidade que viu nascer D. Afonso Henriques, com o lançamento da nova edição do livro do historiador Almeida Fernandes, pela Fundação Mariana Seixas.



ABRIL: Discriminação com imigrantes
A Junta de Freguesia de Coração de Jesus, de Viseu cobrava 20 euros por um atestado de residência a imigrantes e cinco euros a um cidadão nacional. A medida foi considerada ilegal pela Procuradoria Geral da República e a junta teve de repor o dinheiro aos imigrantes.
Pais, professores e autarcas saem à rua contra o fecho das escolas do 1º Ciclo numa manifestação organizada pelo Sindicato dos Professores da Região Centro
Um recém-nascido morre no Pediátrico de Coimbra dias depois de um parto com recurso a ferros no Hospital de Viseu. Família de Mangualde acusa médicos e unidade hospitalar. A direcção do S. teotónio anuncia a nomeação de uma comissão de inquérito para avaliar as circuntãncias da morte.
O Teatro Viriato estreia peça inspirada na vida da transsexual Gisberta morta, no Porto, por adolescentes.


MAIO: Idosos espancados e assaltados
A Câmara de Viseu inaugura a ciclovia e o concelho mostra-se rendido às bicicletas com cerca de meio milhar de pessoas a pedalar todos os domingos.
Em três semanas quatro idosos, entre eles uma mulher acamada, foram assaltados e espancados em vários concelhos do distrito. Os assaltantes queriam dinheiro e ouro. O alvo era a população envelhecida e isolada, que se queixava da falta de segurança.
O Teatro Viriato realiza maratona de 36 horas de música. Uma iniciativa inédita na cidade que juntou milhares de pessoas.



JUNHO: Viseu concelho com mais área comercial por habitante
A abertura dos dois hipermercados em Viseu e de novos espaços comerciais colocou o concelho no pódio dos que têm mais área comercial por habitante no país.
O deputado viseenses, Hélder Amaral é eleito coordenador nacional autárquico do CDS/PP. Consciente do trabalho difíciel que tem pela frente, o deputado reconheceu que o seu partido “sempre se dedicou pouco e tarde ás eleições autárquicas”.
O Académico de Viseu Futebol Clube sobe aos nacionais, dois anos depois de ter nascido de uma espécie de fusão entre o Farminhão e o Clube Académico de Futebol.
O estudo “Inovação na Região de Viseu” conclui que a maioria das empresas da região Dão Lafões não apresenta padrões de inovação e empreendedorismo.


JULHO: Violência doméstica e condenação de serial killer
Carla Marques foi mais uma vítima de violência doméstica. O corpo da jovem, de 30 anos, foi encontrado, numa lagoa da Cunha Baixa, em Mangualde, com cinco tiros na cabeça. O marido foi detido depois de confessar o crime.
A capela de Pindelo de Silgueiros, Viseu, esteve interdita ao culto, por ordem do Bispo, por desavenças entre o pároco e um ex-mordomo.
A condenação do serial killer de Santa Comba Dão à pena máxima fechou o mês. António Costa foi condenado a 25 anos de cadeia e ao pagamento de uma indemnização às famílias das três jovens assassinadas.



AGOSTO: Afogamentos mancham época balnear
Vários afogamentos mancharam a época balnear. Moimenta da Beira, S. Pedro do Sul e Lamego, foram os locais onde se registaram as mortes.
Um homem, de 46 anos, barricou-se numa habitação em Marzovelos, Viseu, depois de vários disparos para a rua. Após cinco horas de negociações, acabou por sair e ser conduzido ao Hospital de Viseu.
Os protestos dos comerciantes do centro histórico de Viseu marcam todo o mês de Agosto. Em causa a decisão da câmara municipal de restringir a passagem de veículos às sextas e sábados, entre as 21h00 e as 02h00.


SETEMBRO: Mãe mata filhos menores e suicida-se nos arredores de Viseu
A notícia da mãe que matou os dois filhos menores suicidando-se em seguida, em Santiago, Viseu, chocou a cidade e o país. O comportamento da mulher, que sofria de uma depressão profunda, foi comentado nas televisões e alimentou páginas de jornais.
Mediático foi também o assalto a uma dependência bancária na Avenida Cidade de Aveiro, em Viseu, que gerou uma autêntica caça ao homem. Os dois fugitivos foram detidos dias depois.
A morte de António Marco Ferreira, conhecido como Marconi, deixou um vazio no Lusitano de Vildemoinhos. O jovem técnico, de 27 anos, sofreu um ataque cardíaco fulminante.



OUTUBRO: Morre decano do jornalismo de Viseu Reinaldo Cardoso
Aos 94 anos, morre Reinaldo Cardoso, considerado o decano do jornalismo viseense, no primeiro dia de Outubro. A cidade prestou-lhe homenagem.
A eleição de Luís Filipe Menezes para a presidência do PSD, vencendo Marques Mendes, provoca a demissão do líder da distrital de Viseu. José Cesário recandidata-se e vence.
É certificado o barro negro de Molelos.



NOVEMBRO: Armamento descoberto
na Barragem da Aguieira
A população de Carregal do Sal mobiliza-se para impedir a passagem de linhas de alta tensão. Em causa a construção de uma subestação da EDP junto a uma zona residencial, na Matilreira.
Uma caixa com 29 armas G-3 e perto de um milhar de munições foram encontradas nas águas da Barragem da Agueira, debaixo da Ponte de Almaça. Segundo a GNR de Santa Comba Dão, as armas terão sido largadas de cima da ponte há vários anos. A descida drástica do nível das águas pôs o material a descoberto.



DEZEMBRO: Solidariedade para criança que sofre de doença rara
Voltam os protestos pelo encerramento das urgências, durante a noite, nos centros de saúde de Vouzela e S. Pedro do Sul.
Em Campo de Besteiros, Tondela, um casal lança uma campanha para salvar a vida do filho, com três anos, que sofre de uma doença rara. A nova esperança para o menino custa 14 mil euros mensais.
Vários políticos juntam-se na rua para vender o Jornal do Centro. As receitas revertem para a construção de um lar para deficientes séniores da APPACDM em Mangualde.
ed. 302, 28 de Dezembro de 2007