Na Alsácia como no Dão o vinho é paixão

Riquewihr é uma pequena aldeia com pouco mais de 1000 habitantes, mas que continua a ser cidade desde 1320. É conhecida pelas suas casas pitorescas, quase que saídas de um autêntico conto de fadas, mas acima de tudo por ser uma das mais famosas aldeias que apenas se dedica à produção do vinho, um dos motores económicos da região da Alsácia. A localidade é feita por 20 a 30 produtores.

Faz parte da rota dos vinhos e  ca entre as montanhas dos Vosges e as planícies de vinhedos. É nesta aldeia quase medieval feita de casas em tabique que a equipa do Jornal do Centro encontrou Catherine Dop numa das muitas adegas que oferecem provas de vinho aos visitantes. É produtora de uma das famílias mais antigas desta região, cuja história remonta a 1500. Os seus 150 hectares de vinha produzem milhares de litros de vinho com as castas Riesling, Sylvaner e Pinot Blanc.

A grande estrela destes vinhos, muito apreciado localmente, é o Riesling, que os alsacianos aconselham a degustar na companhia de alguns queijos. É com orgulho que a produtora exibe os seus vinhos especiais e conta a história da sua família, uma das duas mais proeminentes desta região no que diz respeito à produção. “Fomos os primeiros a produzir também champanhe que tem caraterísticas únicas”, revela.

Sobre os vinhos portugueses, Catherine confessa que conhece o Douro, onde se produz o vinho do Porto. “É um vinho bastante apreciado e que não é desconhecido para ninguém”, refere. Mas confessa que há outras regiões que quer conhecer e das quais já ouviu falar, entre elas o Dão. “Admito que ainda não bebi nenhum vinho, que saiba, oriundo desta zona, mas também prefiro descobri-lo no próprio sítio onde é produzido. É por isso que estou já a planear uma visita à região do Dão para conhecer o território, quais as suas caraterísticas e como elas se conjugam na produção do vinho. A melhor maneira de conhecer é beber o vinho no clima em que é feito e com a comida típica”.

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