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O Orçamento para 2024 da Câmara de Viseu foi aprovado esta segunda-feira em Assembleia Municipal com os votos contra dos deputados do PS e BE que lamentaram tratar-se de um documento sem estratégia. Com um valor superior a 131 milhões de euros, o presidente da autarquia, Fernando Ruas, salientou o aumento em quase três milhões face ao ano anterior, destacando que, por exemplo, para os serviços municipalizados ou para a educação a verba é “igual aos orçamentos de muitas câmaras nossas vizinhas”. O autarca social democrata salientou ainda a verba destinada às funções sociais.
As críticas chegaram pela voz do socialista José Pedro Gomes que lamentou Viseu ter deixado de apostar em ser uma “cidade inteligente” e de ter um orçamento que é “uma manta de retalhos”.
“Espera-se que uma Câmara Municipal, nomeadamente com a dimensão e importância de Viseu, apresente uma visão sobre a forma como quer enfrentar os desafios presentes e futuros”, começou por frisar, enumerando as questões demográficas, as ambientais, a dos riscos naturais ou habitação e ordenamento do território como alguns dos desafios sem resposta.
“Ano após ano, em Viseu, isto não acontece. Esta visão não nos é apresentada. É que o orçamento, não é só um documento. Também é uma oportunidade ou, neste caso, era uma oportunidade”, criticou.
E para o socialista, as oportunidades perdidas prendem-se com a falta de rumo para uma indústria 4.0, numa cidade que já foi considerada “smart”, ou para uma cidade mais inclusiva socialmente. “Era uma oportunidade para mostrar que a Câmara tem margem de manobra e pode apostar na devolução de mais IRS aos viseenses. Era uma oportunidade para corrigir o erro de desvalorizar o turismo. Era uma oportunidade para uma concepção do poder autárquico mais proactiva, valorizando e promovendo o concelho, as suas potencialidades e as suas gentes, junto dos potenciais investidores, com uma verdadeira diplomacia económica”, sugeriu.
Segundo José Pedro Gomes, o que falta a este executivo é fazer ver “novos caminhos”. “Actualmente, em Viseu, pouco acontece. Pouco se perspectiva”, disse.
Já Carolina Gomes, em representação do Bloco de Esquerda que também votou contra o orçamento municipal, sustentou tratar-se de um documento de “continuidade” que “não dá resposta às necessidades do concelho, uma deles a questão da mobilidade. “Não há informação em tempo real das passagens dos autocarros, das ciclovias ficámos com riscos no chão que já estão a desaparecer, a sinalização junto às passadeiras não é pensada e até já chegámos a ver o anúncio de um veículo não poluente e sem condutor – o Viriato – que agora não passa de um mito”, exemplificou a bloquista.