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As casas para comprar em Portugal ficaram mais caras em todas as capitais de distritos portuguesas entre o segundo trimestre de 2019 e igual período de 2023, à exceção de Portalegre (-23%), segundo os dados recolhidos e tratados pelo idealista/data. Somando este facto à subida dos juros no crédito habitação, observa-se um aumento da prestação da casa em todas as cidades. Em resultado, o salário líquido necessário para pagar as prestações sem que a taxa de esforço supere os 30% mais do que duplicou em 13 capitais de distrito nos últimos quatro anos.
No distrito de Viseu, o preço mediano de uma casa T2 está nos 158 mil euros, com uma variação entre o segundo trimestre de 2023 e o mesmo período de 2019 de 52 por cento. A prestação está em 608 euros e com a subida de juros, quem quer comprar casa tem de ter um salário médio na ordem dos 1700 euros por mês, para que a prestação da casa não supere 30% do seu salário.
Entre as cidades em que o salário necessário para pagar a prestação da casa – com taxa de esforço de 30% – mais subiu em quatro anos está Ponta Delgada (+175%), Viana do Castelo (+173%), Faro (+153%) e Leiria (+141%), mostram os dados.
O mercado de habitação muito mudou nos últimos quatro anos em Portugal e os preços das casas à venda continuaram a subir mesmo durante a pandemia da Covid-19.
Os dados mostram que nos últimos três anos, no concelho de Viseu, o aumento ficou nos 7,98 por cento, que “vai mais ou menos em linha com a inflação”, observou Fernando Ruas, presidente da Câmara.
Para o autarca, apesar do aumento, o concelho está longe dos níveis de outros municípios análogos.
“Aqui subiu, mas nada ao nível do que se vê em outros concelhos, por exemplo, das áreas metropolitanas ou do litoral. Se comparar os últimos três anos, Viseu não está nos 103 concelhos onde mais subiram os preços das casa”, sublinhou.
Os preços das casas à venda em Portugal subiram no segundo trimestre deste ano face ao trimestre anterior.