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Coração mata mais do que o cancro

Edição de 4 de janeiro de 2019
04-01-2019
 

Há cinco problemas de saúde que as autoridades consideram ser prioritários na área de intervenção. São eles as doenças cerebrocardiobasculares, as diabetes, os tumores malignos, o excesso de peso/obesidade e as perturbações depressivas. Estas são as patologias que mais afetam a população da área de abrangência do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Dão Lafões. Os dados constam do Plano Local de Saúde que esta entidade realizou e que faz um diagnóstico e deixa estratégias até 2020 para combater a morbilidade e mortalidade na região.

De acordo com o diagnóstico efetuado, os tumores malignos que mais aumentaram foram os do estômago, laringe/traqueia, brônquios/pulmão e do cólon/reto. São estes também os que mais matam.

Relativamente à mortalidade em 2017, a primeira causa de morte, em todas as idades, foi por doenças do aparelho circulatório (33 por cento), um valor superior ao registado no Continente, sendo a segunda causa de morte prematura (20,1 por cento). Os especialistas assinalam, no entanto, que a percentagem de óbitos por causa desta doença tem vindo a diminuir, sendo que o concelho de Aguiar da Beira é o que tem maior maior percentagem (43,3 por cento) e Mangualde a menor (26,6 por cento). Os tumores malignos são a segunda causa de mortalidade e as doenças do aparelho respiratório a terceira.

Até 2020, o ACES tem como meta reduzir a taxa de mortalidade prematura por doenças no aparelho circulatório, as isquémicas do coração, as cerebrovasculares e as cardíacas. Como estratégias, e tendo em conta a incidência geográfica de cada doença, o ACES avançou com diferentes programas de rastreio da população alvo, de promoção da alimentação saudável e exercício físico, prevenção e controlo da infeção e resistência aos antimicrobianos, controlo do tabagismo e diabetes.

Que doenças?

Em 2017, o excesso de peso e obesidade constituem as principais doenças nos inscritos no Agrupamento dos Centros de Saúde de Dão Lafões. Os tumores malignos (TM) com maior prevalência são os da mama feminina, da próstata e do cólon/reto. Já os tumores malignos com maior taxa de crescimento são os do estômago, laringe/traqueia, brônquios/pulmão e cólon/reto.

A taxa de novos casos de SIDA é de 1,9 por 100 mil e as autoridades de saúde anunciaram que têm vindo a diminuir as taxas de notificação e de incidência de tuberculose.

 

As principais causas de morte

Mortalidade proporcional para todas as idades: doenças do aparelho circulatório são a 1.ª causa, os tumores malignos são a 2.ª causa (22,6%) e as doenças do aparelho respiratório a 3.ª causa (13,6%). De referir que subiram as taxas de mortalidade neonatal, neonatal precoce e perinatal e desceram as taxas de mortalidade fetal tardia e pós-neonatal.

Perturbações depressivas

As perturbações depressivas e os problemas relacionados com a saúde mental constituem uma das principais causas de incapacidade e de morbilidade na sociedade atual. No ACES Dão Lafões, em 2017, estas doenças ocuparam o terceiro lugar como a morbilidade mais prevalente nos inscritos nas unidades de saúde (11,89 por cento). No mesmo período, a incidência foi de 10,42 por mil utentes.

Excesso de peso

Na área dos centros de saúde Dão Lafões, em 2017, o excesso de peso e obesidade ocupava o terceiro lugar como a doença mais prevalente nos utentes (11,89 por cento). No mesmo período, a incidência foi de 10,42 por mil nos inscritos. Para fazer face a este problema, as unidades de saúde avançaram com um investimento na formação e qualificação dos cidadãos e profissionais dos diversos setores da comunidade que possam influenciar conhecimentos e atitudes na área da alimentação e atividade física. 

Diabetes

A diabetes foi a quarta morbilidade mais prevalente nos inscritos nas unidades de saúde (8,4 por cento), sendo 7,7 por cento por diabetes tipo 1 e 0,62 por cento por diabetes tipo 2.

Nota: não existe estudo idêntico no ACES Douro Sul





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