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Estudo avalia impacto do ecossistema cultural de Viseu

Edição de 22 de março de 2019
22-03-2019
 

Festival Internacional de Música da Primavera, Festival de Jazz ou Outono Quente são alguns dos eventos culturais que fazem já parte da agenda cultural do concelho de Viseu. Um percurso pela escultura pública, a gravação de um CD com cantares da Beira Alta ou a realização de um festival de música alternativa portuguesa são outras das iniciativas contempladas no Viseu Cultura, programa de apoio da Câmara Municipal de Viseu e que vão acontecer nos próximos meses.

O concurso é composto por quatro linhas diferentes de apoio. No total, são 47 os projetos culturais, dos 131 recebidos, que vão ser desenvolvidos com um financiamento superior a 750 mil euros. “Não há cidade da dimensão de Viseu, ou até superior, que tenha este orçamento de apoio à cultura independente. Estamos a falar de um programa que tem a capacidade de responder não apenas a uma agenda cultural mas também à criação e fixação de talento artístico”, salienta Jorge Sobrado, vereador da Cultura na autarquia viseense.

O impacto económico, turístico, criativo e de criação de públicos e de emprego do ecossistema cultural do concelho de Viseu vai ser medido através de um estudo que a autarquia vai encomendar. “Queremos também saber o impacto de atração de visitantes e turistas”, salienta Jorge Sobrado.

"Único" no contexto nacional

“O Viseu Cultura é um instrumento muito singular praticamente único no contexto nacional. Não existe nenhum outro programa idêntico quer do ponto de vista da sua filosofia a nível concursal e de metodologia quer do ponto de vista do seu pulmão financeiro”, refere o vereador, que admite que o concurso foi pensado tendo em conta outras experiências europeias.

Segundo Jorge Sobrado, em quatro anos serão aloucados 3,2 milhões de euros a um “ecossistema que engloba uma agenda cultural e o fomento da criação artística”.

“Este programa segue critérios e princípios de independência e estamos a falar de projetos que não pressupõem uma encomenda por parte do município. O programa é independente no júri, aliás quatro dos cinco elementos nem sequer têm residência e atividade em Viseu, e rege-se por critérios de mérito. Avalia-se se se há diferenciação e se a atividade é sustentável, capaz de mobilizar outros meios além do financiamento municipal, ou seja se é agregador de valor”, sublinha.

Quatro linhas de apoio

O concurso Viseu Cultura é composto pelas linhas Programar, Revitalizar, Animar e Criar. Os projetos aprovados vão desde a cultura urbana, à popular e folclórica. “Este programa tornou-se muito relevante do ponto de vista da capacidade de responder de A a Z àquilo que é o contexto cultural de um território. Ou seja, não se trata apenas de criar uma agenda cultural ou permitir o contacto com fenómenos culturais que venham de fora, trata-se de fomentar a criação e dar condições aos talentos locais”, reforça Jorge Sobrado.

“Seguramente que há aspetos a ajustar ou melhorar. Para isso vamos realizar o estudo que permita, por um lado, medir impactos culturais, criativos, económicos e turísticos, mas também avaliar percepções dos agentes culturais e da própria comunidade”, conclui.





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