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O que ficou por fazer em 2018

Edição de 28 de dezembro de 2018
28-12-2018
 

No fim de um novo ano, são muitos os balanços que se fazem e as expetativas que se anunciam para o ano seguinte. O Jornal do Centro mostra, nas próximas páginas, o que foi dado como certo para 2018 mas que, afinal, não foi além das intenções. Alguns assuntos são já recorrentes... será 2019 o ano da concretização?

Concursos públicos sem interessados adiam obras no centro histórico de Viseu...

As obras na Rua Soar de Cima, em Viseu, foram anunciadas para arrancar em outubro deste ano, ao mesmo tempo que avançavam as da Rua João Mendes. Aqui, a intervenção já se iniciou, mas as que envolvem as ruas junto ao Jardim das Mães ainda não viram a luz do dia. Esta “revolução” no centro histórico surge no âmbito do Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano. O atraso nas obras deve-se ao facto de, inicialmente, os concursos públicos terem ficado sem interessados. Agora, o início da intervenção é esperado no arranque do novo ano.

…mas há outras anunciadas há quatro anos e que ainda não avançaram

A esta obra juntam-se outras que já foram amplamente anunciadas e que ainda, algumas, só se encontram em fase de projeto. É o caso do Orfeão de Viseu, da Unidade de Saúde Familiar da Rua das Bocas, da recuperação do edifício da Águas de Viseu e a transformação do Pavilhão Multiusos em Viseu Arena. Também o Mercado 2 de Maio estava neste lote mas, ainda no decorrer deste ano, a autarquia anunciou que as obras iriam iniciar-se no final da quadra natalícia, assim como a intervenção no Viseu Arena. A Câmara de Viseu justifica-se dizendo que estes atrasos são provocados pelo Tribunal de Contas.

Radioterapia e ampliação das Urgências de Viseu bloqueadas pelo Ministério das Finanças

Radioterapia. O projeto já foi anunciado e adiado muitas vezes para o Centro Hospitalar Tondela Viseu. Em 2017, foi dada a garantia que o concurso seria ainda lançado nesse ano para a valência poder entrar em funcionamento em 2019. Em 2018, era conhecido que o Ministério das Finanças tinha “cativado” o avanço. Trata-se de um projeto que envolve uma verba de seis milhões de euros. Ainda em 2018, no último trimestre e antes da mudança de ministros da Saúde, era dito que afinal o projeto estava a ser repensado mas que era certo que ia avançar. Assim como as obras de ampliação do Serviço de Urgências que também ainda não arrancaram.

 

Em janeiro de 2018, anunciava-se que, finalmente, iriam avançar as obras na Câmara de Oliveira de Frades. Mas, quase um ano depois, isso ainda não aconteceu e tudo porque a intervenção está depentende dos tribunais. Em causa a queixa apresentada por um construtor civil que não concordou com o resultado do concurso. Cabe agora ao Supremo Tribunal Administrativo tomar uma decisão e, quem sabe, 2019 seja o ano em que o edifício da autarquia seja requalificado.

Videovigilância ainda na gaveta

A autarquia de Viseu esperava ainda avançar este ano com a videovigilância nos espaços públicos da cidade, num sistema que ficará ligado à esquadra da PSP. Em maio, a Câmara aguardava o licenciamento por parte da Comissão Nacional de Proteção de Dados, num processo que já está concluído há mais de um ano. No final do ano, ainda continua a aguardar.

As escolas sem obras e sem aquecimento

Castro Daire, S. Pedro do Sul e Vouzela. No primeiro concelho, há vários anos que é pedida uma intervenção de fundo e urgente na escola secundária local. Mas, mesmo com o assunto discutido na Assembleia da República e o estabelecimento visitado por todos os grupos parlamentares, a verdade é que nada foi feito para dar uma nova cara à escola. Também em S. Pedro do Sul e Vouzela as obras ainda se aguardam. Já em Oliveira de Frades o problema maior, e que se coloca no Inverno, é a falta de aquecimento.

Reconstrução das casas afetadas pelos incêndios: nem no segundo Natal

Apenas 53 por cento das habitações destruídas pelos incêndios de 2017 foram recuperadas e entregues aos proprietários, mas ainda há muita gente sem as casas, apesar de o anúncio ter sido que as famílias passariam o Natal de 2018 nas novas habitações.
Em Tondela, por exemplo, foram submetidas 173 candidaturas para apoio às primeiras habitações (próprias e permanentes) afetadas pelas chamas e, segundo a autarquia, cinquenta dessas famílias já viram os apoios concedidos e as suas obras concluídas. Já em Vouzela, o processo de reconstrução da meia centena de casas de primeira habitação que foi atingida pelo incêndio deverá estar concluído até abril do próximo ano.
Entretanto, e em jeito de balanço, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) informou que mais de metade das casas destruídas pelo incêndio de outubro de 2017 estão concluídas e que não falta dinheiro para terminar as restantes. “Não há falta de verbas para pagar as reconstruções. É uma obra complexa, estamos a falar de um programa de apoio que tem cerca de 800 habitações”, disse a presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa. Das 800 habitações danificadas, total ou parcialmente, pelo grande incêndio de 15 de outubro de 2017, em 30 municípios da região Centro, 54 por cento “já estão concluídas e pagas”, sublinhou Ana Abrunhosa.

IP3, antigo IP5, N229

E o IP3 voltou a ser um dos temas ao longo do ano de 2018. A requalificação desta via que liga Viseu a Coimbra esteve no centro do debate, foi alvo de um abaixo assinado que recolheu milhares de assinaturas e motivo de um compromiso entre autarcas, parlamento e Governo. Em julho, o primeiro-ministro anunciou a requalificação entre Penacova e a Lagoa Azul (ponte do Rio Dão) e a duplicação parcial desta via. Uma intervenção com um investimento de 134 milhões de euros, numa extensão de 75 quilómetros, disse António Costa. A primeira intervenção, que já conta com projeto e avaliação de impacto ambiental, deverá arrancar em 2019, entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, que abrange a zona mais crítica do IP3.
Mas há outras obras com anúncio de desenvolvimentos até ao final do ano mas das quais nada ainda se sabe, como são os casos da EN 229, que liga Viseu ao Sátão, a requalificação do antigo IP5 e a ligação das Termas de S. Pedro do Sul a Vouzela.

Informação turística... talvez para o ano

Os painéis de informação turística digital e o TOMI colocados nas paragens de autocarros e junto à Loja Interativa do Turismo de Lamego estão desligados há mais de um ano. E assim continua. A autarquia explicou que alguns dos equipamentos foram vandalizados tendo sido iniciado o procedimento para a sua reparação, o que ainda não aconteceu, e que também foram acionadas garantias bancárias devido a problemas no funcionamento dos sistemas dos referidos painéis. A aquisição do equipamento foi feita no âmbito da atividade da Douro Alliance (associação), mas que o município “não pagou os montantes devidos a título de quotas e comparticipação nas despesas, pelo que a dívida atual se situa em mais de 100 mil euros”. Certo é que Lamego continua sem informação turística, depois do investimento feito.

Água mais baixa... mas mais tarde

A redução do preço da água nos consumidores abastecidos pela Água do Planalto ainda só se fez sentir em algumas habitações, principalmente naquelas que têm consumos mais baixos. A meio do ano de 2018 os cinco municípios e a empresa anunciaram que os utentes iriam pagar menos já a partir do Verão, mas agora é só para o ano que efetivamente a medida poderá vir a concretizar-se. “Já está uma parte a ser feita, mas as negociações continuam. A segunda fase avançará dentro em breve”, disse ao Jornal do Centro Júlio Norte, presidente da Câmara de Mortágua.
Esta redução da tarifa de água já tinha sido anunciada em 2017, quando os presidentes das autarquias da Águas do Planalto anunciaram em vésperas das eleições autárquicas uma diminuição do preço em pelo menos 25 por cento. Uma descida que, disseram na altura, deveria entrar em vigor no início deste ano, mas que acabou por não acontecer. Em junho deste ano, Tondela, Santa Comba Dão, Mortágua, Carregal do Sal e Tábua foram incluídos nos municípios com as tarifas mais caras de água em Portugal. Em 2017, segundo o estudo da Deco Proteste, os cinco concelhos pagaram 207,44 euros de água pelo abastecimento anual de 120 metros cúbicos.

Os cortes na cultura

Em 2018, algumas das estruturas culturais da região de Viseu viram o seu orçamento reduzido por parte da Direção-Geral das Artes. Um corte que obrigou a refazer orçamentos e a repensar estratégias. Assim foi com o Teatro Viriato e com a ACERT, Associação Cultural de Tondela. Ainda assim, as duas estruturas prosseguiram com a sua programação anual.





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