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Tondela ultrapassa Viseu no ranking dos municípios com melhores contas em 2017

Contas, municípios, ranking, 2017
12-10-2018
 

A autarquia de Viseu aumentou em dois milhões as receitas cobradas e em 7,5 milhões a despesa paga, segundo o Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses. No ranking nacional das contas das autarquias, a de Viseu aparece em 30º lugar na lista que engloba os municípios de média dimensão. Desceu 12 lugares relativamente a 2016. À frente de Viseu está Tondela (26º lugar) que subiu uma posição relativamente ao ano anterior.
Viseu, que é o 35º município com o maior volume de receita cobrada, está entre as autarquias com rácio de pagamento de despesa bastante inferior à média nacional, aponta o mesmo relatório que é uma referência na monitorização da eficiência do uso dos recursos públicos na administração local.
“Estes são indicadores preocupantes sobre a eficiência e o equilíbrio financeiro da autarquia viseense. Em 2017, a despesa efetiva ultrapassa já a receita efetiva, anulando o saldo que se verificava há muitos anos”, alertam os vereadores do PS.
Segundo o vereador José Pedro, “Viseu piorou a sua posição”, foi “ultrapassado por Tondela” e “teve uma evolução negativa na sua gestão financeira”.
Contas “piores” que o executivo liderado pelo PSD rejeita. “Isso é uma leitura apressada e descuidada [do Anuário]. Pode ter havido outros municípios que tenham melhorado os índices em causa e passado à frente de Viseu, isto não significa que Viseu tenha piores contas do que tinha”, afirma Joaquim Seixas, vice-presidente da Câmara de Viseu, recordando que as contas foram aprovadas em abril, em Assembleia Municipal, “e ninguém levantou questões”.
“As contas continuam bem saudáveis. Toda agente sabe que o endividamento diminuiu em cerca de 11 milhões e tivemos uma prestação positiva de mais de 12 milhões”, sustenta.
Numa análise por parâmetros, Viseu aparece em 35º lugar nos municípios com maior volume de receita cobrada em 2017, um valor de 50, 555 milhões de euros. Em 2016, foi de 48,675 milhões, valor idêntico em 2015. Já a despesa paga, o valor de 2017 é de 53,258 milhões de euros, enquanto que no ano anterior foi de 45,865 milhões. Relativamente ao IMI, foram cobrados 12,834 milhões de euros. O Anuário refere que se fosse aplicada a taxa máxima (0,50 por cento), a autarquia teria arrecadado 21,391 milhões. Assim sendo, numa população de cerca de 97 mil pessoas houve uma poupança, em média, de 88 euros por cidadão. Já a aquisição de bens e serviços por parte da Câmara (15,912 milhões de euros) teve um aumento de 4,7 por cento relativamente ao ano passado.

Os melhores e piores do distrito

O concelho de Penedono, no distrito de Viseu, continua a ser um dos municípios com melhor desempenho na gestão e eficiência financeira. Assim foi no ano passado e assim é no ano de 2017. No top dos cinco melhores estão ainda Mortágua e Carregal do Sal. Relativamente a 2016, entraram para este top os municípios de Tondela e Viseu e sairam Sátão e Sernancelhe.
Penedono, Sátão e Cinfães são as autarquias com menor índice de dívida, sendo que a 31 de dezembro de 2017 os municípios com maior dívida eram Lamego e Viseu, dois municípios de maior dimensão do distrito.
Penalva do Castelo, neste Anuário, aparece como o concelho com maior equilíbrio orçamental. No sentido inverso está Tabuaço.
Resende e S. Pedro do Sul são as autarquias que apresentam maior peso com despesa de pessoal e Penalva do Castelo, Sernancelhe e Vouzela os municípios que pagam mais depressa aos seus fornecedores.





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