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As estreias e os regressos a casa do Teatro Viriato

Cultura, Teatro Viriato,

2017-09-08

 

Luís Miguel Cintra estreia-se no palco do Teatro Viriato (14 e 15 de setembro) com a apresentação de “As Árvores (dos Desgostos)”, a terceira etapa do projeto “Um D. João Português” no qual o encenador está a trabalhar depois do encerramento da Cornucópia. A terceira etapa de uma viagem que começou com “Na estrada da vida”, levada à cena no Montijo, e “O mar (e de rosas)”, apresentada em Setúbal.

“Luís Miguel Cintra é um nome muito forte do teatro português. Ele a sua equipa trazem-nos uma peça que nos alerta e faz pensar sobre comportamentos éticos, sociais e morais”, disse Paula Garcia, diretora do Teatro Viriato, na apresentação da nova temporada.

Ainda na área do teatro, “Por!” é outra das estreias (20 e 21 de outubro) e que chega pela mão de Patrícia Portela e Cláudia Jardim, com Sónia Batista e Leonor Barata. Uma peça que parte de vários géneros literários sobre o amor para refl etir sobre o amor na sociedade atual.

As outras duas estreias acontecem na área da dança. A primeira – Unbounded - com Romulus Neagu, um solo intimo centrado no desenvolvimento humano e a criação artística.

A segunda marca também o regresso de Paulo Ribeiro à casa que dirigiu até o ano passado. “Walking with Kylían. Never Stop Searching” é a nova produção da companhia Paulo Ribeiro e na qual o coreógrafo faz homenagem àquele que na área da dança é uma referência. A apresentação faz parte da mostra de dança
“New Age New Time” que decorre de 17 a 26 de novembro. Na sexta edição deste evento há ainda dança para ver de Rui Horta, Teresa Silva, Filipe Pereira, Cláudia Dias, Ricardo Machado, Marta Cerqueira, António Cabrita e São Castro.

Teatro, dança e música

Depois de Luís Miguel Cintra na abertura da temporada e da estreia nos dias 27 e 28 da coreografi a de Romulus Neagu, o Teatro Viriato segue a sua programação com o primeiro momento musical (30 de setembro) e que resulta de um encontro entre o pianista Filipe Raposo e o desenhador António Jorge Gonçalves, numa parceria com o VistaCurta do Cine Clube de Viseu.

Em outubro, o encenador Tiago Guedes regressa a Viseu, agora com o “Pato Selvagem”, uma peça com um elenco de nomes conceituados e que confronta o público com a tendência “totalitária” do ser humano. Ainda durante este mês há para ver o concerto “Os Pequenos Piratas” do coletivo Gira Sol Azul (12 a 14) e a peça de Raquel Castro “Olhar de Milhões” que é um mapa social e político da sociedade dos dias de hoje. Antes de se lançar numa tournée internacional, o grupo viseense Galo Cant’Às Duas sobe ao palco (30 de outubro) para apresentar o disco “Os Anjos Também Cantam”.

A programação para novembro entra com um espetáculo de ópera (dia 4). “A Voz Humana” é uma tragédia lírica que interseta a música com a performance e a imagem em movimento. Segue-se, entre os dias 7 e 11, a apresentação de “Romeu e Julieta” da dupla Cláudia Jardim e Diogo Bento. Uma história de amor que vai partir de uma sobremesa.

Em dezembro, o Teatro Viriato convida para o espetáculo ZYG pensado para crianças até aos 36 meses e que convida à descoberta dos sentidos e ainda “Os Lusíadas de Lisboa à Índia”, produzido e interpretado por António Fonseca.

A terminar o ano, Cristina Branco apresenta, a 16 de dezembro, “Menina”, o seu mais recente álbum, no palco do Viriato.

 

Espetáculos de teatro recriam memórias de lojas centenárias de Viseu

Quatro lojas de Viseu (duas barbearias e duas farmácias) são o palco do “Teatro das Compras” e onde se vão contar histórias criadas a partir das memórias de cada espaço.

De 12 a 14 de outubro, para cada loja é convidado um autor e um intérprete que, após um trabalho de pesquisa no local, imagina uma ficção criada a partir da identidade desse estabelecimento. Fernando Giestas e Jorge Palinos são os autores; Gabriel Gomes, Graeme Pulleyn, Guilherme Gomes, Rafaela Santos e Sofia Moura são os intérpretes. A direção artística é de Giacomo Scalisi.

O “Teatro das Compras”, já com oito edições realizadas em Lisboa, instala-se pela primeira vez em Viseu, numa apresentação que a diretora do Teatro Viriato, Paula Garcia, espera que tenha continuidade. O projeto propõe-se a transformar as lojas com memórias e histórias em lugares vivos, relembrando que há espaços que não devem desaparecer da cidade. As pequenas dramatizações, de 20 a 25 minutos, têm a função de resgatar essas memórias.





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