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"Devo a Viseu um espetáculo ainda melhor"

Edição de 16 de agosto de 2019
 

Entrevista a Pedro Abrunhosa

Programa completo


17-08-2019
 

Vinte e seis anos depois de lançar o primeiro álbum “Viagens”, Pedro Abrunhosa continua a juntar multidões. Viseu e a Feira de S. Mateus são exemplo disso. Este sábado, dia 17 de agosto, o cantor promete um concerto arrasador.

Qual o segredo para depois de mais de vinte anos ainda arrastar multidões?

São quase 40 anos porque antes do “Viagens”, que saiu há 26 anos, já havia uma carreira de músico. Como se faz? Mantendo uma disciplina física e uma disciplina mental. Não é no palco que se vê a resiliência do músico, mas, sim, na vontade que ele tem, entre os espetáculos, de voltar a escrever. O que faz o espetáculo são as canções, as minhas canções. E a escrita pode melhorar com a idade e espero que continue a melhorar.

O que sente quando, em cima do palco, olha para a multidão?

Depois de tantos anos, o sentimento vai ficando mais refinado por um lado, mais atento e mais profundo. Hoje em dia a multidão em frente ao palco comove-me, porque por vezes vir de longe, às vezes com grandes dificuldades, causa-me sempre uma certa comoção. É o maior sinal de respeito que pode haver pela obra de um músico.

Na Feira de S. Mateus, em 2017, o seu concerto durou cerca de três horas. Que expectativas tem para o concerto deste sábado?

Há dois anos foi de facto um concerto extraordinário. Foram mais de três horas. Há uma ligação muito forte a Viseu porque a minha família é de perto. A Feira de S. Mateus fazia parte do percurso obrigatório da minha infância. A feira cresceu, modernizou-se. A organização e a Câmara têm feito um excelente trabalho. A par com outros certames do país, a Feira de S. Mateus é, porventura, um dos mais antigos festivais de música. Para além de haver uma relação familiar à cidade há uma relação musical à cidade.

E o público da Feira de S. Mateus?

É um público habituado, educado, que quer ser entretido e encantado. É um público que sabe ao que vai. É exigente e isso é muito bom para quem está em cima do palco porque tem a cumplicidade de quem está no público. É uma tradição que não deixa nada a dever aos grandes festivais de verão.

Que alinhamento está pensado para o concerto deste sábado?

As canções é que fazem o espetáculo e por isso para a feira de S. Mateus é difícil fazer um repertório onde não toque os êxitos que as pessoas estão à espera e outras que são menos conhecidas, mas que são importantes. Estou à espera deste dia há muito tempo, porque devo a Viseu um espetáculo ainda melhor do que aquele que aconteceu em 2017. Sei que as expetativas estão altas de lado a lado. Sei que vai ser uma noite vital.

Como vê a greve dos motoristas de matérias perigosas? Já foi afetado pelo protesto?

Estou preocupado. É uma greve que se insere num pleno direito democrático, mas por outro lado esta desproporcionalidade do número de envolvidos e do número de afetados é uma questão que tem de ser ponderada.

E como espera ver o país depois das eleições legislativas de 6 de outubro?

Vamos esperar pelos resultados eleitorais, mas temos visto uma certa degradação da oposição à direita. Para termos um país equilibrado precisamos de unidade. Portanto era bom que o PSD aparecesse de uma forma mais pujante e mais notória.

Para quando um novo álbum?

Não sei. Só sei que vou continuar a escrever canções. Se vou editá-las ou não logo se vê. Tenho muitas músicas, entre discos, que nunca foram editadas.





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