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Documentários também têm espaço no Karma

Edição de 10 de maio de 2019
16-05-2019
 

Na segunda semana do festival Karma – Is a Fest, em Viseu, a programação tem uma vertente mais prática. Os documentários de Rui Portulez e António Sabino são transmitidos, no Carmo’81, nos dias 16 e 24 de maio.

Como surgiram os documentários em conjunto com a Antena 3?

Surgiu numa altura em que estava a trabalhar como freelancer, fui sempre fazendo coisas relacionada com música e a Antena 3 queria fazer conteúdos relacionados com esta área. Achei que era interessante tentar perceber como era viver da música em Portugal enquanto artista, compositor, instrumentista.

A que conclusão é que se chega?

É possível, depende do que se quer e pode fazer. Mas isso é outro documentário. Com os testemunhos que recolhemos de artistas fizemos outro documentário que vai passar também no Karma e que é sobre viver a música em Portugal. Há uma série de conclusões interessantes. São experiências na primeira pessoa de quem tenta viver da música e consegue, outros não conseguem ou não querem.

Temos um país rico musicalmente?

Sim. Para o tamanho que temos, há coisas bastante interessantes e sempre houve. Agora com a democratização das tecnologias, tudo contribui para melhorar em termos de quantidade e qualidade.

Até que ponto as editoras independentes são importantes para combater as convencionais?

Isto não é um combate, é um trabalho de complementaridade. No fundo, tem sempre a ver com mercados e objetivos. A música é um negócio e é também uma paixão e um prazer. As multinacionais trabalham com artistas à escala multinacional. As independentes, normalmente, movimentam-se em nichos mais específicos de mercado e são mais geridas por paixão, mas também cada vez mais há pessoas que só fazem isso e é bom, estão a profissionalizar-se. Se quiser é um combate ideológico, em parte.

A existência dessas editoras é essencial para que surjam novas bandas?

Acho que sim, apesar de cada vez mais haver essa falácia de que é possível fazer tudo sozinho. Costumo sempre falar nisso porque vendeu-se um bocado esta ideia de que o artista sozinho consegue fazer tudo. Consegue editar porque tem as ferramentas ao seu alcance. Pode fazer o estúdio em casa, gravar o disco e fazer tudo. Mas uma banda perde imenso tempo com isto tudo. As editoras independentes são importantes porque fornecem algum apoio e conhecimento do mercado.

Como é que estes documentários se relacionam com o Karma?

Fazem todo o sentido porque o festival aponta a coisas mais alternativas e a música independente. Desde os Pop Dell’Arte até aos Montanhas Azuis ou Keep Razors Sharp. De resto, toda a programação tem esse teor alternativo.

Também vai ser moderador da conversa ‘Ouvimos Karma’ no dia 24. Tem alguma ideia daquilo que poderá ser?

Vai andar por aquilo que é ser músico em Portugal, o que é o negócio da música, ser alternativo ou não, a música paixão e a música negócio. Também vamos falar das coisas que andam à volta do ser músico. Depois depende do que é que as pessoas têm para dizer, mas acho que vai haver matéria interessante e vai ser uma conversa aberta a quem estiver.





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