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Fátima Eusébio é a nova diretora da revista Beira Alta

Edição de 28 de dezembro de 2018
29-12-2018
 

Os leitores mais fiéis da revista “Beira Alta”, que antes era propriedade da Assembleia Distrital de Viseu, nos últimos tempos viram-se privados de a ler porque deixou de ser publicada. Agora a revista que se dedica a artigos de investigação vai voltar. A Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões (CIM) convidou Fátima Eusébio, atualmente responsável pelos Bens Culturais da Diocese de Viseu, para dirigir a publicação.

“Fui convidada no dia do feriado municipal de Viseu (21 de setembro) para dirigir a revista Beira Alta”, conta Fátima Eusébio ao Jornal do Centro. A atual responsável pelos Bens Culturais da Diocese de Viseu garantiu ter ponderado muito. “A revista não poderia terminar de maneira nenhuma. É das revistas mais antigas que se publica deste género, sai desde 1942”, reforça. Esta publicação é de caráter científico, com artigos de história, genealogia, etnografia, sobretudo vocacionada ao estudo do património. Inicialmente era trimestral mas nos últimos tempos sai para as bancas duas vezes ao ano”, descreve Fátima Eusébio que assinala ser um objetivo retomar uma tiragem regular.

O projeto apresentado por Fátima Eusébio prevê que haja sempre um número só ligado a um tema específico e outro com vários temas. “Os artigos vão passar a ser analisados por uma comissão científica que os validará. Já existia um conselho científico e vai manter-se. Os elementos vão ser convidados a continuar no cargo, mas vamos reforçá-lo com outros nomes”, enumera. Outra das grandes novidades é o surgimento de um sítio na internet da revista “Beira Alta”.

A publicação esteve posta em causa quando Alberto Correia, que dirigiu a revista durante 15 anos, pediu a demissão por não concordar com as verbas que a CIM disponibilizou para dar continuidade à “Beira Alta”. Na altura, Alberto Correia lamentou que a revista sendo “singular e imprescindível para se fazer a história da Beira Alta” não merecesse mais do que “sete mil e poucos euros” no ano do 75º aniversário da publicação. José Morgado, diretor da CIM, considerou à época “muito elevado” o valor pedido por Alberto Correia, que rondava os 30 mil euros.

O historiador e mestre em Antropologia Cultural e Social defendeu que só assim se faria uma “comemoração digna” de uma publicação que não é “um jornalinho paroquial” e ameaçou sair se esse valor não fosse atribuído. A CIM não recuou e Alberto Correia que, à data, era o terceiro diretor da revista, demitiu-se. José Morgado sustenta que nunca pôs em causa o valor da “Beira Alta”, assegurando que se tratava de um “veículo cultural muito forte”.





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