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Novas esculturas para a Mata do Fontelo

Edição de 6 de setembro de 2019
07-09-2019
 

Poldra, nome do projeto que tem como intuito dar à cidade de Viriato uma coleção escultórica a céu aberto, surge das pedras que se colocam no rio para atravessar o curso de água a pé. “É um nome bastante regional e foi aí que nos baseamos. Pensamos em cada poldra como uma rocha, uma rocha muito próxima de uma escultura. Criámos um percurso como se fôssemos colocando pequenas poldras [no caminho] e assim surge o percurso na Mata do Fontelo”, começou por explicar João Dias, curador do projeto.

“A primeira edição foi espetacular. Surpreendeu-nos pela positiva, foi ótimo trabalhar com os artistas”, afirmou, referindo-se a Cristina Ataíde (portuguesa, de Viseu), com a obra “Por favor, segue a linha vermelha”; Neeraj Bhatia (canadiano), com “Jardim das Cenas Emolduradas”, que recentemente ganhou o “Prix de Rome in Architecture – Professional”, atribuído pelo Canada Council for the Arts; e, por último, Pedro Pires (luso angolano), com “14.000 Newtons”.

O grande desafio que este projeto engloba, para João Dias, é pensar em Viseu de forma local e específica. “Ninguém traz uma peça feita, tem de se deslocar até cá e fazê-las. Têm de vir a Viseu, apaixonarem-se pela cidade, conhecer as pessoas, e trabalhar com quem é de cá, e isso também dá alguma personalidade ao projeto”, realça.

A segunda edição

A iniciativa, apoiada pelo programa Viseu Cultura, tem marcada a segunda edição já no próximo mês de outubro. São cinco as novas peças que a Mata do Fontelo irá acolher. Vão ser instaladas sobre o lado esquerdo do parque para criar um percurso que, unindo-se ao anterior, vai ter para lá de uma hora e irá “tornar-se mais sólido”, diz João Dias.

Há três artistas convidados – Miguel Palma, português; Elisa Balmaceda, chilena; e Steven Barich, americano. Os dois lugares que foram preenchidos através da Open Call estão ocupados por Natalia Bezerra (EUA) e a Kaitlin Ferguson (Escócia), uma dupla que apresentará “Lithos”, e uma peça de Liliana Velho que é de Viseu.

“O facto de termos uma artista local [Liliana Velho] a concorrer e ganhar um lugar de destaque é forte para nós e mostra que, localmente, há artistas que conseguem entrar e têm interesse no que estamos a fazer”, afirma o curador. A peça da artista visual – Pedra Viva – vai ser, segundo João Dias, muito bem integrada no local para onde está escolhida “com as árvores e arbustos à sua volta”, descreve. “A peça, em si, tem cores, é muito orgânica”, acrescenta, é feita em grés (material feito a partir de argila fina) e tem para lá de um metro. “Vai ser um mimo especial no meio da Mata do Fontelo. Tenho a certeza que vai ficar deslumbrante”, remata João Dias.





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