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Ohxalá: batidas portuguesas, brasileiras e africanas numa dupla

Edição de 31 de maio de 2019
01-06-2019
 

Na reta final do festival Karma – Is a Fest, realizado pelo Carmo’81, em Viseu, ainda há surpresas por descobrir. Neste sábado (1 de junho), a noite termina com um espetáculo dos Ohxalá, que atuam às 23h45.

O que é o projeto OHXALÁ?

Iniciámos em 2016, mas as nossas primeiras músicas saíram em maio de 2017. O nosso primeiro EP – Futuro do Passado - foi lançado pela Casa Caos, uma editora brasileira, de São Paulo, e foi excelente. Na verdade, assim que começámos este projeto, o Brasil abraçou-o imediatamente, quer pelo nome, quer pelo tipo de sonoridade que usamos. Imensas ‘labels’ e amigos brasileiros contactaram-nos e foram, no fundo, as primeiras pessoas a dar suporte a este projeto.

Como é trabalhar com produtores tão aclamados como Lemurian ou Dandara?

Foi excelente. Basicamente nesta onda do ‘downtempo’ e da música mais ‘folk’, misturada com eletrónica há, realmente, produtores muito grandes como o Chancha Via Circuito, o próprio Nick de La Cruz, que começaram a dar um pouco suporte à nossa música e a tocá-la nos seus “sets”, o que nos ajudou a ter um pouco de protagonismo. Nós escrevemos-lhes e eles responderam positivamente e ficámos muito contentes.

Quais são as vossas principais influências musicais?

São muitas. Sobretudo a música tradicional, quer portuguesa, quer o ritmo africano, também a sonoridade da palavra brasileira, a musicalidade da língua... são, talvez, as nossas principais referências.

Fizeram uma tour em Itália. Como foi essa experiência?

Foi excelente. Fomos muito bem-recebidos. Estivemos em quatro cidades italianas e acabámos por viajar um pouco pela Itália toda do sul ao norte. Marcou-nos bastante porque não tínhamos noção sequer que tínhamos tantas pessoas interessadas no nosso estilo de música ou que em Itália tínhamos tantos fãs. Ouviam a nossa música, sabiam as letras e cantavam. Isto, para nós, tem sido um bom reflexo do que temos feito. Algum reconhecimento das pessoas também saberem as letras e as músicas que temos feito.

Em Portugal, a receção tem sido boa?

Sim. Superou um pouco as nossas expectativas. Em Portugal temos tocado muito, de norte a sul, e temos tido bons concertos, muita aceitação por parte do público para este tipo de música que se calhar não é tão comum.

Estreiam-se em Viseu neste sábado. Quais são as expectativas?

Ótimas. Para já sou natural de Viseu e é muito bom poder tocar em casa, digamos assim... no sítio que nos viu nascer. É uma alegria muito grande. Estávamos já há algum tempo a tentar encontrar uma data comum e ainda por cima com Sensible Soccers, que prezamos muito e conhecemos alguns membros. Estamos com muito boas expectativas. Vai ser bom. O Carmo’81 é um bom sítio para tocar, tem boa energia, o público é bastante interessante. O facto de ser diferente [o espaço] é ótimo. Aqui no Porto tocamos no Maus Hábitos que também é um sítio bem diferente. É uma casa de artes, tal e qual como o Carmo. Um sítio multidisciplinar, com muitas valências. O facto de ser pequeno torna os concertos mais intimistas o que, para nós, é excelente. O tipo de música é bastante bom para nos conectarmos imageticamente com as pessoas. Por vezes, palcos maiores dificultam um pouco, outras vezes não. Vai um pouco também do sítio e da energia.





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