A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

ZigurFest: o festival que leva música às ruas e é um sucesso

Edição de 30 de agosto de 2019
31-08-2019
 

“Em cada rua um palco, em cada palco uma descoberta”. Este é o lema que define o Zigurfest, um festival que surgiu há nove anos e foi criado por um grupo de amigos que investe na cultura da cidade que os viu nascer. Durante quatro dias, gratuitos, dentro e fora de portas, várias iniciativas como concertos, exposições de arte ou conferências, deram a conhecer a cidade de Lamego aos festivaleiros e artistas. E esta é uma receita a repetir.

Algo que caracterizou esta nona edição do Zigurfest, segundo Afonso Lima, diretor artístico, foi os artistas terem assumido o festival como “local onde vão apresentar coisas novas”.

“Aconteceu isso, por exemplo, com Dada Garbeck ou Adolfo Luxúria Canibal e Krake”, explicou. “Cada vez mais os músicos percebem que este é um local de experimentação e para apresentar novos trabalhos”.

O que também distingue este evento de música de outros é não repetirem nomes, ano após ano. “Quando começamos queríamos dar esta mostra de que o que está a ser feito em Portugal tem igual ou melhor valor do que aquilo que se faz noutro país. Achamos que é importante dar espaço a novos artistas”, disse Afonso Lima. Para o diretor artístico, este tem sido um percurso gratificante, pois têm dado palco a projetos nacionais que têm vindo a singrar no panorama nacional, tais como Sensible Soccers, Luís Severo ou Surma, em edições anteriores.

Os míticos concertos

Ao palco do Teatro Ribeiro Conceição subiram Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo, por volta das 23h00, na noite de sexta-feira (23 de agosto). Filipe Sambado considerou o espetáculo como um concerto especial, uma vez que atuou para público sentado. “É uma reação mais ligada à música e ao momento do espetáculo em si, é uma partilha diferente”, disse. “Só beijinhos”, “Deixem lá” e “Alargar o passo” foram alguns dos temas que soaram na sala do Teatro. Para o músico, o Zigurfest é um festival que tem uma particularidade muito boa – a gratuitidade. Além disso, “tem um cuidado muito especial com o cartaz, sempre nomes interessantes”, afirmou. Considera, também, importante sair de Lisboa e do Porto.

Em entrevista ao Jornal do Centro, aproveitou para divulgar o seu próximo disco “Reveso” que deverá sair em novembro.

Terminado o concerto, o público deslocou-se até à Rua da Olaria. Uma das descobertas foi o pós-punk da banda 3130 e o universo do rock de Algumacena.

Alex D’Alva (D’Alva) e Ricardo Martins (Jibóia; Pop Dell’Arte) juntaram-se, há cerca de um ano, com o intuito de fazer “alguma cena”, como contou o vocalista, e assim surgiu o nome da banda. Os artistas explicaram que, apesar de virem de projetos diferentes, o ponto de encontro é, essencialmente, o diálogo.

Para os músicos, levar Algumacena até ao Zigurfest foi uma honra. “Pessoalmente estou super contente. Desde a primeira vez que ouvi falar do festival que queria vir cá tocar”, disse Alex D’Alva. Salientou, ainda, o lado bom do evento: dar a conhecer um novo sítio. “Há concertos que acontecem no Castelo, no Museu... então é possível descobrir bandas novas e uma cidade diferente. É uma experiência de festivaleiro e turista ao mesmo tempo”, vincou.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT