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ABC Nelas: não deu à primeira, dá à segunda?

Edição de 1 de março de 2019
01-03-2019
 

O destino já estava a ser traçado pela equipa há algum tempo. Durante toda a fase regular da época, o ABC de Nelas protagonizou uma “luta” entre primeiro e segundo classificado com o grande rival, o Boavista que acabou por terminar esta fase em primeiro lugar. Ambas as equipas cedo mostraram que mereciam estar apuradas para a próxima, e mais decisiva, fase do campeonato. O ABC teve o melhor ataque da Série C com 77 golos marcados. O Boavista marcou 75 mas termina a fase com a melhor defesa com 30 golos sofridos. Agora, os nelenses têm pela frente mais um combate. Vão disputar a segunda fase do Campeonato, a que vai possibilitar a subida à Primeira Divisão. Pela frente, o ABC tem cinco adversários.

O efeito Rui Almeida

Direto nas intervenções, o mérito da chegada da equipa a esta fase deve-se, também, muito ao técnico dos nelenses que, desde a primeira jornada, quis mostrar que o ABC não estava para brincadeiras. Elogioso nas vitórias, e sempre a assumir as culpas nas derrotas, o técnico da equipa do concelho de Nelas foi, durante toda a época, direto aos adversários e às equipas de arbitragem sempre que achou justo, bem como, deixou por várias vezes, elogios aos adversários que conseguiram derrotar a turma por ele liderada.

Nesta fase da subida à Primeira Divisão, a disputa é feita entre os sete primeiros classificados de todas as séries do continente e Açores, a que se juntam os cinco melhores segundos classificados. No total, são 12 equipas, divididas entre zonas norte e sul, a querem chegar ao topo da modalidade.

Os adversários do ABC

CR CANDOSO: Líder absoluto da Série A, a equipa de Guimarães termina a primeira fase com seis pontos de vantagem sobre o segundo. Na época anterior, também marcou presença na fase de apuramento, mas ficou na 5ª posição com nove pontos, metade do ABC de Nelas.

NUM’ÁLVARES/IESFAFE: À semelhança do ABC, termina esta primeira fase em segundo lugar. Na primeira fase, a equipa perdeu três vezes e empatou duas. Faz nesta época a estreia na fase de subida à primeira divisão.

CAXINAS: Campeão da Série B, a turma vila-condense é a única desta série a ir à segunda fase (o Desp. Das Aves, foi o pior segundo e só passam os cinco melhores). O Caxinas vai pela 4ª vez consecutiva à fase de apuramento. A experiencia na competição podem causar dificuldades ao ABC.

BOAVISTA: Foi o grande adversário do ABC de Nelas durante a primeira fase. A oscilar entre o primeiro e o segundo lugar, o Boavista desde a primeira jornada mostrou que estava na série para o primeiro lugar. De fora da primeira liga há três épocas, a turma do Porto pretende regressar.

LOBITOS FUTSAL: De Aveiro, chega o Lobitos, líder da Série D, que leva para a segunda fase apenas três empates e duas derrotas. Vai ter esta época a estreia na fase de subida à primeira divisão.

Líderes das séries podem não subir

CR Candoso, Lobitos Futsal e Nun´Álvares/IESFafe são algumas das equipas qualificadas para a segunda fase. No entanto, estes clubes estão a ser alvo de críticas e acusações por parte dos outros que também já estão apurados por não terem todos os escalões de formação exigidos nos regulamentos. O primeiro clube a tomar medidas foi o Caxinas que cedo denunciou o caso. Contactado pelo Jornal do Centro, o vice-presidente, Fernando Morais, classifica o caso como uma “injustiça”.

“Não faz sentido isto acontecer. Estes clubes merecem estar na segunda fase porque jogaram para isso, mas não podem subir porque não cumprem os requisitos”. Segundo o dirigente, é necessário que os clubes, que estejam habilitados a subir à Primeira Divisão, tenham todos os escalões de formação há, pelo menos, uma época, ou seja, desde outubro de 2018. Como as equipas em questão estavam em incumprimento, Fernando Morais acusa os clubes, e também a Associação de Futebol de Braga, de “arranjaram forma de contornar a situação, criando uma competição extra”. Segundo o dirigente, “as equipas inscrevem agora os escalões em falta e ficam já habilitadas a subir com apenas cinco jogos. É impensável isto acontecer”.

Acontecimentos que Artur Ferreira, presidente do ABC, também lamenta. “O regulamento é claro. Tem de haver escalões de formação e há quem queira ser malabarista nesta questão. Estamos atentos e vamos fazer tudo o que pudermos para evitar estas situações”, começa por explicar o presidente que assume que a formação é um processo “ caro e que envolve imenso investimento”. Deixa ainda o aviso: “estamos a preparar tudo para levar à Associação de Futebol de Viseu. Os clubes sabiam das regras, se nós cumprimos, todos têm de cumprir. Há quem em vez de começar a casa por alicerces, começa pelo telhado. Não vamos deixar isso acontecer.” A Associação de Futebol de Viseu diz estar a par de toda a situação. Segundo o presidente, José Alberto Ferreira, a Federação Portuguesa de Futebol já foi contactada. “O que temos a dizer é simples, se os clubes não cumprem com os requisitos, não podem subir”, sustentou.

Pôr os olhos no Viseu 2001

A região já tem uma equipa na Primeira Divisão. O Viseu 2001 precisou de quatro tentativas para conseguir chegar ao patamar mais alto do futsal. A primeira vez aconteceu na época 2014/15. A equipa da cidade garantiu o acesso à fase de subida mas acabou por ficar em quarto lugar a oito pontos do líder. No ano seguinte, houve certamente um sabor agridoce no Viseu 2001, pois não conseguiu subir por um ponto de diferença. O mesmo aconteceu na época 2016/17 onde, mais uma vez, a turma da cidade de Viriato, falhou por um ponto o acesso à primeira divisão. Só na época 2017/18 é que Paulo Fernandes e os seus jogadores conseguiram colocar um fim à maldição. O Viseu não só subiu como também se sagrou campeão da Segunda Divisão.





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