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Académico: a paragem do campeonato por quem mais a sente

Edição de 4 de outubro de 2019
04-10-2019
 

O último jogo do Académico de Viseu, a contar para a Segunda Liga de futebol, foi no dia 21 de setembro, frente ao Farense. O próximo jogo está marcado para dia 26 de outubro, precisamente cinco semanas depois. Pelo meio, a equipa jogou a segunda eliminatória da Taça, nos Açores, e vai jogar a terceira, a 19 ou 20 de outubro diante do Real Massamá, do Campeonato de Portugal.

Quando o campeonato retomar, no espaço de uma semana a equipa tem três jogos agendados. No dia 26 frente ao Casa Pia, no dia 30 diante do Porto B e no dia 3 de novembro, no Estoril.

A maioria dos jogadores do plantel sabe das consequências do interregno no campeonato, considerando que pode prejudicar o bom momento que a formação tem atravessado, apenas com uma derrota nas seis partidas já realizadas.

Aproveitar para aperfeiçoar

Para o avançado do Académico, Luisinho, “as paragens são benéficas”. “Mesmo estando num bom momento, podemos aproveitar para aperfeiçoar as coisas que estão bem e as que estão menos bem podemos trabalhá-las ainda mais e melhor, tal como se estivéssemos a viver um momento menos positivo no campeonato. Esta paragem dá-nos tempo para trabalharmos ainda mais”, referiu. O jogador, de 29 anos, que recentemente atingiu a marca dos 250 jogos pelo Académico, diz que o que quer “é jogar” e revelou, ainda, que nas semanas que se seguem e no aspeto mais físico e tático, as cargas vão ser mais fortes para contrariar o facto de não haver competição.

"Tempo de paragem exagerado"

O guarda-redes Ricardo Janota concorda com o colega de equipa, mas acha “exagerado” o tempo de paragem. “Já temos alguns jogos em cima e, nesse sentido, é benéfica [a paragem]. Por outro lado, o que nós gostamos é de jogar. Cinco semanas é muito tempo”, disse o atleta, acrescentando. “A Liga devia rever isso, até porque na Segunda Liga são poucos os clubes que têm jogadores a serem chamados, felizmente nós temos”. Lembrando o campeonato que se segue, o guardião dos viseenses diz que “nem para quem quer vir ao estádio é bom, porque acabamos por ter um jogo a meio da semana”.

"Uma paragem destas prejudica qualquer equipa"

O avançado Bruninho, que chegou esta temporada a Viseu vindo do Mafra, diz que “uma paragem destas prejudica qualquer equipa”. “A pré-época ajuda-nos a entrar no ritmo, depois fazemos seis jogos para o campeonato e, caso não tivéssemos passado a Taça, íamos estar três semanas sem jogar, com três jogos na semana de retoma”, adiantou, revelando que “se perde ritmo, apesar de se tentar compensar isso com jogos particulares, “que nunca é igual, mas ajuda”.

"É bom para recuperar jogadores"

O defesa-central Pica, dos mais antigos no plantel, defende que a paragem “pode ser positiva para recuperar jogadores lesionados”, por outro lado, tendo em conta “a fase positiva do Académico, depois de duas vitórias, uma para o campeonato e outra para a Taça”, o jogador diz que “é demasiado tempo sem competição” e que “depois não faz sentido numa semana termos três jogos”. “Isso devia ser repartido”, frisou.

Adaptar treinos é fundamental

Junto do preparador físico tentámos perceber de que forma os treinos são ou devem ser adaptados. Fernando Morato tem dois olhares sobre a paragem. “Um claramente negativo, tendo em conta o estímulo competitivo que os atletas não têm durante essas semanas. Por outro lado, é importante porque nos dá tempo, que é muito importante, e que se calhar não tivemos noutros alturas, para consolidar algumas coisas estrategicamente, taticamente e tecnicamente”, explicou, lembrando que “também para os atletas que estão a regressar de lesão e para os que chegaram há pouco tempo e que ainda estão a tentar assimilar as ideias da equipa é importante”.

Sem querer dar a receita, o preparador físico explicou que o trabalho desenvolvido com os atletas é, naturalmente, diferente. “Num microciclo normal, estamos a acabar um jogo e já estamos a pensar no domingo seguinte. Desta forma não. Trabalhamos, com tempo, sobre as necessidades”. Já os três encontros no espaço de uma semana “não é, do ponto de vista fisiológico, a situação ideal”. “É quase impossível de lidar com esta situação [três jogos numa semana depois de três parados]”. “Aí, tentamos consolidar questões estratégicas e táticas. O pouco espaço entre esses jogos vai ser, praticamente, para recuperar os jogadores”, concluiu.





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