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Académico de Viseu: 2018, o ano da quase subida com sabor amargo na despedida

Edição de 28 de dezembro de 2018
29-12-2018
 

Um ano de altos e baixos. Assim se pode resumir 2018 para o Académico de Viseu. A equipa treinada por Manuel Cajuda esteve quase a subir de divisão. O Académico começou a época de 2017-2018 com Francisco Chaló como treinador mas um início de ano com cinco jogos sem ganhar (quatro empates e uma derrota) fez a direção academista mudar. O escolhido foi o experiente Manuel Cajuda.

O começo da era Cajuda

11 de fevereiro de 2018 foi o dia de estreia do treinador no banco dos academistas com uma goleada à equipa B do Benfica por 1-5. Seguiram-se três jogos sem ganhar e nova vitória frente a outra equipa B, neste caso a do FC Porto, também fora de casa, por 0-1. Cajuda foi somando pontos e termina a época desportiva com três vitórias seguidas. Sempre pela margem mínima derrotou Gil Vicente (1-0), Penafiel (0-1) e Santa Clara (2-1), o jogo que deu alguma esperança aos academistas. Com a vitória sobre o Santa Clara, a equipa ficava a dois pontos dos açorianos que não tinham utilizado pelo menos dois jogadores com menos de 23 anos em três jogos. Os viseenses alegaram ainda que os açorianos inscreveram como treinador alguém que não esteve a orientar a equipa nos jogos. O caso fez “correr muita tinta”, com o Académico a ter esperança em ganhar pontos na secretaria e assim subir à Primeira Divisão.

Em Viseu, a indignação foi constante e no dia 19 de maio foi até organizada uma marcha pela subida do Académico de Viseu. A 7 de agosto o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol confirmou que era o Santa Clara que ia jogar na Primeira Liga.

O sonho da subida

A nova época (em agosto) iniciou-se e na mente dos adeptos estava aquela quase subida. O mercado de transferências fez-se sentir também em Viseu. Na baliza Peçanha saiu e entrou Cléber Santana. Na defesa saíram Bruno Miguel, Kiko, Bura e Joel Pereira e entraram Kevin Medina, Brian Fok, André Baumer e Tiago Almeida. No meio campo saíram Capela, Yuri, Tarcísio, Zé Paulo. O Académico, para a posição intermédia, fez entrar Filipe Ryan, Sadiq, Latyr Fall e Kokorovic, que há poucos dias abandonou o plantel. No ataque, saíram Avto, que se tinha revelado um dos melhores do Académico, Erivaldo e Sandro Lima. Entraram Gasili, Gabriel Pereira e Luisinho.

A média de idades dos jogadores que abandonaram o clube era de quase 28 anos, e agora os que entraram têm em média 24 anos. A experiência que o plantel do Académico tinha até maio transformou-se numa aposta em jogadores mais jovens.

Desde o início do campeonato 2018-2019, o Académico só ganhou quatro jogos, empatou outros tantos e perdeu seis partidas. 2018 tornou-se, portanto, o ano do sonho e da desilusão. Se em maio parecia possível subir de divisão, o clube viseense despede-se do ano em 12º lugar com 16 pontos, estando a 13 dos lugares de subida.

Na última jornada da Segunda Liga, o Académico de Viseu sofreu uma goleada em casa por 0-4 com o Paços de Ferreira. No final da partida, os adeptos academista não esconderam o descontentamento face ao momento atual do clube. Manuel Cajuda desvalorizou as queixas, assegurando estar habituado a este tipo de manifestações. Disse que respeita as opiniões dos espetadores e que tudo tem feito para ajudar a formação academista.

“Não vejo que tenha de desistir. Não sou um desertor, serei sempre um lutador até ao último segundo que possa lutar ou tenha o direito de lutar”, salientou.

Já António Albino, presidente do clube, admitiu que se vive um mau momento no Académico, mas garantiu que Manuel Cajuda vai continuar aos comandos da equipa. “Ele continua, claro. Veio para aqui para ver se conseguíamos subir e admito que este é um período menos bom, mas vamos todos dar a volta. Situações destas já passámos e vamos ultrapassá-las”, argumentou.





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