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Académico de Viseu com novo "patrão"

Edição de 31 de maio de 2019
31-05-2019
 

Há novos acionistas na SAD do Académico. Um advogado de Viseu, empresário de futebol, poderá ser o novo sócio de António Albino, presidente do Académico e da SAD. Os dois vão criar uma nova empresa, que irá controlar os 51 por cento do capital social da Sociedade Anónima Desportiva que agora pertence a António Albino. Na prática será essa nova empresa a mandar na equipa profissional de futebol do Académico. O objetivo “é levar o Académico à Primeira Liga o mais rápido possível dentro de uma ou duas épocas”, revelou fonte ligada às negociações. Os valores do negócio ainda estão em segredo.

O novo sócio de António Albino, na SAD do Académico, é um jovem advogado, natural de Viseu, Raul Pais Costa, com ligações ao mundo do futebol. Trabalhou de perto com Pinto da Costa, presidente do Futebol Clube do Porto. Tem também ligações estreitas com Antero Henrique, antigo administrador da SAD dos Dragões e atual diretor desportivo do clube francês PSG – Paris Saint-Germain.

Depois de, há vários anos, ter feito o primeiro negócio no mundo desportivo com a secção de andebol do FC Porto, Raúl Costa foi entrando no mundo de futebol e, hoje, é agente de vários jogadores e treinadores. Esta semana acompanhou André Villas Boas ao sul de França, quando o técnico português foi assinar contrato, por duas épocas, com o Marselha.

António Albino confirmou contactos com o “novo sócio”, mas não adiantou pormenores.

Raul Costa, contactado pelo Jornal do Centro, remeteu esclarecimentos para mais tarde.

Promessas do Cazaquistão atrasaram negócio

A entrada de Raul Costa na SAD do Académico já esteve para acontecer no início deste ano. O “negócio” foi travado quando surgiram investidores do Cazaquistão que estavam interessados. As negociações arrastaram-se ao longo de vários meses. Os investidores do Cazaquistão estiveram por diversas vezes em Viseu, a ver jogos no Fontelo, e “tudo estava bem encaminhado”, garante quem acompanhou o processo. “Só que o Académico precisa de fazer o negócio até ao início da próxima época, mês de julho, e os investidores precisavam de mais tempo” e não se concretizou o negócio, esclareceu.

Na SAD do Académico foi com surpresa que receberam um pedido de adiamento das negociações “por causa da demissão do presidente do Cazaquistão”. “Não percebemos essas razões e as negociações não avançaram”, refere a mesma fonte.

Os interessados que ficaram pelo caminho

Desde que a SAD do Académico foi anunciada em 2015 e, efetivamente, constituída em 2017, muito se tem falado sobre potenciais investidores. Empresários brasileiros, alemães e o israelita que foi investir no Famalicão, todos passaram por Viseu para investir também no Académico. “As negociações nunca chegaram a bom porto porque António Albino queria sócios, mas nunca abdicar do controlo da SAD”, diz quem acompanhou alguns desses investidores nas passagens por Viseu.

O caso que mais tinta fez correr foi o “negócio abortado” no início de 2018 com o super empresário Jorge Mendes que, alegadamente, terá oferecido três milhões de euros pelas ações da SAD, valor que subiria para cinco milhões se a equipa subisse à Primeira Liga. Um negócio que tinha como “intermediário” André Castro que, na altura, era o diretor desportivo do Académico de Viseu, e sócio de António Albino na SAD, através de uma sociedade em que era representado pela esposa. Divergências na forma como o negócio, com Jorge Mendes, devia ser concretizado levaram a rotura entre os dois.

Há vários processos que se arrastam em tribunal e aguardam julgamento sobre a propriedade das ações da SAD do Académico e alegadas promessas de compra e venda.





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