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Académico de Viseu: uma equipa que mudou tanto em tão pouco tempo

Edição de 22 de março de 2019
23-03-2019
 

A época 2017/2018 vai ficar sempre na memória de todos os academistas. A equipa do “mister Cajuda” esteve com um pé na Primeira Liga mas, acabou por permanecer na segunda. Após um ano, é tempo de olhar para aquilo que era o Académico à 26ª jornada e o que é agora.

Há um ano, o Académico de Viseu estava no sétimo lugar da Segunda Liga com 41 pontos e, apenas, a quatro pontos da liderança do campeonato. Distância essa que acabou por, mais tarde, ficar ainda mais curta e quase a dar a tão esperada subida de divisão que acabou por não acontecer. Subidas e manutenções à parte, o Académico de Viseu fez uma época acima do que habituou os viseenses. Muito nível e foco em andar no lugares cimeiros para abraçar o nível mais alto da modalidade.

Este ano, o cenário é completamente diferente. O “mister Cajuda” já não existe no Académico e o sétimo posto ocupado no ano passado transformou-se em segundo, mas a contar do fim. O académico de Viseu está, agora, numa luta pela não descida de divisão com derrotas e empates a serem muito superiores às vitórias (sete empates, sete vitórias e 12 derrotas para o campeonato).

Estão a “enganar” os adeptos

As opiniões são consensuais. Bérito Esteves, comentador do Jornal do Centro, classifica como negativo o caminho percorrido pelo Académico até agora. “É certo que está próximo dos adversários acima colocados mas está realmente a passar por uma fase má”, assume. Sobre o treinador diz que João Gabriel “começou bem nos primeiros jogos mas falhou nestas duas jornadas onde era obrigatório ganhar”.

Questionado sobre a diferença em relação à época passada, Bérito Esteves explica que o clube “teve a porta de acesso à Primeira Liga completamente escancarada e não aproveitou. A culpa foi inteiramente do Académico”. E acrescenta que “o grande problema foi terem continuado, nesta época, a alimentar aos sócios e aos adeptos, a ideia de subir de divisão”. Se alimentam uma coisa dessas, os adeptos cobram, tal como está a acontecer. “Aquilo que deveria ter sido feito era, no início desta época, explicar que as coisas seriam diferentes. Teriam evitado todo este descontentamento”, opina.

Também Jorge Febras, comentador do Jornal do Centro, fala que a saída de alguns jogadores “foi fulcral para a forma como o Académico estar a fazer esta época”. Diz ainda que o clube “está metido numa autêntica embrulhada”. “Este ano os adeptos estão a ter uma visão completamente diferente da que tiveram há um ano, mas o futebol é mesmo assim”, remata.





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