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Atletas da região de Viseu foram campeões nacionais de futsal pelo Benfica

Edição de 5 de julho de 2019
06-07-2019
 

Os dois atletas de Viseu André Coelho e Fábio Cecílio, ganharam o título de campeões nacionais de futsal pelo Benfica. Estão em Tabuaço e Nelas de férias até dia 29 de julho, depois partem para Lisboa para iniciar a próxima época ao serviço dos encarnados. Antes de jogarem no clube da Luz estiveram no ABC de Nelas e na AJAB Tabuaço.

Para vocês, qual a importância dos clubes de formação até chegarem aqui ao Benfica e conquistarem o título de campeão nacional?

Fábio Cecílio - Foi importante, embora não possa falar muito porque apesar de ter poucos anos de formação, acabei por ter dois anos. Isto teve uma grande importância para o futuro, vamos aprendendo ao longo da nossa carreira e da nossa vida e acaba por ser sempre a nossa primeira escola. É isso que digo aos miúdos, é aprender, nem que seja a dar os primeiros toques, mas sei que isso vai ser importante.

André Coelho - Partilho da mesma opinião, só que acrescento que é uma escola para a vida, tenho amigos que fiz no ABC de Nelas. Aprendi a jogar futsal, aprendi a ser homem com diversos diretores que me completaram enquanto pessoa. É extremamente importante começar a formação assim desde cedo.

Vocês têm a mesma idade e um percurso profissional bastante semelhante. Jogaram no Braga, depois de saírem dos clube de formação. Como classificam essa passagem?

FC- É aquilo que eu costumo dizer, se não fosse a nossa primeira escola de certeza não conseguíamos chegar ao Braga.

AC- Passámos de uma segunda nacional para uma primeira divisão. Foi um passo à frente para os dois. Tem mais visibilidade, tem mais competitividade. Já tínhamos ido à seleção nacional antes de irmos para o Braga, mas foi fundamental o clube.

Falando na seleção, como é, para dois atletas tão jovens, jogar com o melhor jogador do mundo, o Ricardinho e, ao mesmo tempo, terem a possibilidade de representar Portugal?

FC- A sensação de representar o meu país é um motivo orgulho. Fazê-lo ao lado do Ricardinho, é melhor, porque ele tem outras aprendizagens onde ele joga, que é em Espanha, e vai transmitindo esses ensinamentos que nos tornam melhores. AC- O nosso objetivo é estar sempre no topo. A Seleção Nacional é o topo da carreira de qualquer jogador de futsal. Poder partilhar isto com o melhor jogador, que para mim não é do mundo, mas de sempre, é muito bom. Uma coisa é ver na bancada, outra coisa é poder jogar com ele, treinar com ele, conviver com ele. Acho que somos uns sortudos.

O facto de partilharem o balneário faz com que aprendam ainda mais?

FC- Eu costumo dizer que os mais velhos acabam sempre por aprender e ele é um exemplo disso, se ele chegou onde chegou é mérito do trabalho dele e nós temos de ver isso como um exemplo. Não digo seguir os passos dele, mas torna-se sempre mais fácil seguir esses bons exemplos.

Estiveram no topo da Europa e conseguiram o título de campeões europeus em 2018, como é que foi viver esse momento e essa conquista?

FC- Para mim foi um momento único, acho que é mesmo o topo das nossas carreiras, conquistar algo pela Seleção. Foi algo único, não há explicação, foi fruto do trabalho de todos e superação de todos.

Há diferença na conquista de um título pela Seleção Nacional e por uma equipa que defendem (no caso o Benfica)?

AC- Acaba por ser diferente. Uma coisa é representar o país, outra coisa é representar o nosso clube, mas acaba por ser o mesmo sentimento. É no que trabalhamos, é pelo que nos levantamos de manhã, trabalhar para ganhar. Poder ganhar pela Seleção é muito bom, tivemos a receção que tivemos, ganhar no Benfica foi uma sensação igualmente boa, tem adeptos fantásticos. São sentimentos semelhantes, é para o que trabalhamos, é para ganhar.

Acham que a vitória que deu o campeonato teve um sabor especial por ser no último jogo, o jogo decisivo do play off, contra o Sporting?

FC- São sempre grandes jogos, tanto nós podemos ganhar como eles podem ganhar, foi no quinto jogo, felizmente calhou-nos a nós. Andamos à procura já há alguns anos e foi bom, foi mais um momento das nossas carreiras. Eu pelo menos ainda não tinha esse título. É como digo, andamos a trabalhar todo o ano para conquistar os objetivos que se vão propondo ao longo da época. Foi mais um momento de todos com o trabalho de todos e conquistamos o título tão desejado.

Quando treinavam nos vossos clubes de formação sonhavam atingir este patamar?

AC- Sonhava, mas era mesmo um sonho, ser profissional no futsal. Agora conseguimos e, como o Fábio diz, é um orgulho, queremos ganhar e continuar.

André Coelho, quando chegou ao Braga foi eleito o jogador mais jovem e ganhou o prémio de melhor jogador. O que significou?

AC- Prémios individuais é bonito para aumentar, talvez o ego, mas não passa disso. O jogador não ganha nada. Não adiantava de nada ser o melhor jogador este ano, o Fábio certamente concorda, sem sermos campeões nacionais. Os prémios nacionais servem só para nos comtemplar. Queremos é os prémios coletivos são os mais importantes.

Quais são os próximos objetivos enquanto jogadores profissionais?

FC- É ganhar todos os títulos possíveis, já faltaram mais, neste momento só passam a ser dois, na minha carreira, o meu objetivo é ganhar esses dois títulos. Não vai ser fácil, mas tem de ser assim.

AC- O meu objetivo passa pela taça, neste caso a supertaça, quero ganhar tudo. O próximo jogo é a supertaça.

Estão agora de férias até dia 29 de julho. Vão pensar no futsal?

FC- Tentamos desligar um pouco disso. Trabalhámos 11 meses e também merecemos um pouco de descanso, desligar um bocadinho da nossa rotina. Aproveitar estar com a família com os amigos que é importante também.

Como é voltar à vossa terra natal, é bom para recarregar energias?

AC- É ótimo, sempre que posso venho cá, não só para ver família e amigos, mas também para desligar de Lisboa que é uma vida stressante que nós temos. Apesar de ter um horário mais pequeno em relação a outros empregos, temos a pressão de ganhar. Quando temos estes momentos é desligar do futsal. É o mês que não quero saber, depois quando voltamos logo se volta a pensar.

Alguma estratégia, alguma forma de estar diferente que pretendam assumir já na próxima época?

FC- Eu chamo a isso uma adaptação de ano para ano. Nunca vai ser igual. Temos que nos adaptar, trabalhar e seguir que é o mais importante vamo-nos nos adaptando ao longo da época.

Qual o balanço que fazem do vosso percurso até aqui?

FC- O balanço é positivo, fui crescendo ao longo dos anos, espero crescer mais e evoluir. Mas num modo geral é positivo, no clube e na Seleção.

AC- É muito positivo, dei sempre um passo à frente na minha carreira, na Seleção também. Para o ano temos uma época exigente, onde vamos ter de voltar a ganhar tudo ou pelo menos tentar. É continuar assim.





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