A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

"Em Viseu não visitamos um sítio, sentimo-lo"

Edição de 23 de agosto de 2019
25-08-2019
 

Viseu corre a Meia Maratona do Dão a 22 de setembro. Três provas diferentes num percurso que, uma vez mais, vai atravessar a zona histórica da cidade. Paulo Costa, diretor da GlobalSport, a empresa que organiza a prova, garante que esta cidade é já um destino obrigatório no circuito nacional.

Prometeu aliar corrida e animação na prova. O que vamos ter, exatamente?

O circuito de Viseu conta com mais de 2500 anos de história, com muito para oferecer, mas também pelo lado da Festa das Vindimas do Dão, que, já por si, tem uma animação cultural e musical muito própria. Estamos a construir em Viseu uma das melhores meias maratonas do circuito Running Wonders. A animação, no dia da prova, não é novidade. Já tem sido hábito haver grupos desportivos, musicais, de teatro, mas nesta edição queremos intensificar esse lado.

Viseu marca estes circuitos também pelo investimento na área do desporto?

Eu falo muito da cidade de Viseu, não só porque tenho lutado contra a tendência de desertificação que cada vez mais nos isola, mas porque encontramos na cidade um exemplo de excelência daquilo que é possível fazer e vivenciar na primeira pessoa quando se visita um espaço tão vivo e dinâmico como Viseu. O que a diferencia, para além dos monumentos ou vinhos, são as suas gentes: construímos amigos, família, vê-se perfeitamente que os participantes saem da cidade absolutamente felizes. É a prova de que em Viseu não se visita um território, sente-se um território.

Na cerimónia de apresentação desta prova esteve presente Carlos Lopes. Passaram 35 anos da mítica vitória em Los Angeles (prova olímpica). Ele é uma referência para si, enquanto promotor, do desporto em Portugal?

Julgo que Carlos Lopes é uma referência para qualquer cidadão do mundo que ame e viva o desporto. Foi um atleta que nunca perdeu nem o rumo nem a origem, continua a amar a sua terra, onde regressa muitas vezes. Representa o primeiro ouro olímpico, um dos melhores atletas de todos os tempos no que diz respeito à maratona. Foi um atleta do outro mundo. Ao lado dele estará Aurora Cunha, três vezes campeã do mundo, vencedora de quatro das maiores maratonas mundiais. Acho que se conjuga o desporto masculino e feminino, em duas das maiores figuras do desporto português.

Ao longo dos anos tem aumentado o número de atletas a percorrer a prova. Há alguma meta a atingir?

Em Viseu estamos confortáveis com o número de atletas que participam. O mais importante para a cidade é aumentar a qualidade da experiência de cada pessoa que vai à corrida ou à caminhada. Neste momento estamos muito focados nisso. Viseu vai continuar mais sólido na quantidade de participantes, mas sobretudo nas experiências que a prova oferece aos atletas.

Há cuidados especiais a ter para quem corre estas provas?

A GlobalSport solicita sempre que as pessoas tenham acompanhamento médico quando começam a correr, que corram ao seu ritmo, que não tentem bater recordes além do seu limite de esforço. O desporto significa saúde e bem estar e o importante é que as pessoas cheguem ao final da prova felizes. O percurso em Viseu é reconhecidamente difícil, mas dá muito prazer passar, por exemplo, junto ao Museu Nacional Grão Vasco ou na rua Direita. É quase impossível não ser feliz a correr em Viseu.

Como é que tem visto a prática desportiva em Portugal?

Estamos a tentar entrar no bom caminho, mas com muita pena minha, somos dos países com menor taxa de prática desportiva no conjunto dos países europeus. Em Viseu há uma tendência contrária, é um dos concelhos com mais taxa de federados, por exemplo. Infelizmente Portugal continua a ser um país com muitos vícios em que a prática de desporto continua a ser algo secundário.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT