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Há quem tenha dúvidas se o Pavilhão Cidade de Viseu é isso mesmo... de Viseu

Edição de 5 de julho de 2019
05-07-2019
 

São vários os clubes sem pavilhão para começar a preparar a próxima época desportiva. Resultado das obras no Pavilhão Cidade de Viseu. São quatro os clubes que costumavam preparar os jogos naquele espaço: o Viseu 2001 (equipa da Primeira Liga), na modalidade de futsal, o Casa do Benfica de Viseu, em ginástica e futsal, o Gumirães, em basquete, e o Lusitano, em futsal feminino.

Mas apenas o Viseu 2001 já tem solução para regressar aos trabalhos. A autarquia encontrou uma alternativa para o clube treinar e jogar: o Colégio da Via-Sacra. Mas foi o único. No que diz respeito aos restantes clubes, o município de Viseu diz que “não encontrou alternativa para qualquer clube. O que houve, isso sim, e em relação ao Viseu 2001, foi a necessidade de se encontrar um espaço para a realização dos jogos do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de Futsal”.

Os restantes clubes foram contactados para saber como esperam preparar a próxima temporada.

No caso do Casa do Benfica de Viseu, que utiliza o pavilhão nas modalidades de futsal e de ginástica, foi-lhes dito que a obra só estaria pronta em outubro. “O que nos vai causar muitos problemas”. “Ainda andamos à procura de uma alternativa. Na parte da ginástica vai ser muito mais problemático, até porque não nos arranjam um sítio para guardar o material todo que lá tínhamos”, explicou Fernando Albuquerque, presidente do Casa do Benfica de Viseu.

A responsabilidade de arranjar uma alternativa ficou nas mãos do clube. “Disseram-nos que tínhamos de arranjar um sítio de hoje para amanhã”, lamentou o dirigente. “Vamos ter que juntar escalões nos outros pavilhões que nos restam”, que é o caso da Escola Secundária de Viriato, do Quartel e da Escola Azeredo Perdigão. “Não é o ideal, mas dá para desenrascar”, acrescentou o dirigente, deixando duras críticas à autarquia. “É o desporto que temos em Viseu. Andamos com a casa às costas porque não temos um espaço só nosso e porque, de um dia para o outro, ficámos sem pavilhão. O Pavilhão Cidade de Viseu não foi feito para a Casa do Benfica”, concluiu. O clube, atualmente, conta com 260 atletas de ginástica e, com o futsal ascende perto de 400 atletas.

Já em relação ao Lusitano, o presidente António Loureiro, diz que este não é “para já” um problema “prioritário”, apesar de ainda não ter nenhuma solução. “A partir de agosto é que vai passar a ser”, explicou.

As queixas do Gumirães são exatamente as mesmas. O anúncio tardio e a falta de solução por parte da Câmara Municipal de Viseu. “Fomos informados uma semana antes por e-mail e não nos ofereceram qualquer tipo de alternativa, o que foi feito com outras instituições”, adiantou Nuno Silva, coordenador técnico de basquetebol do Gumirães. Os cerca de 50 atletas retomam os treinos no início de setembro e a solução passa por “ajustarmos os treinos de minibasquete com os dos restantes escalões que fazemos numa escola”, explicou.

Outra das questões levantadas pelo coordenador foi o facto de o piso colocado naquela instalação desportiva apenas poder ser usado para jogar futsal. “A autarquia colocou dois pares de tabelas e não nos deixa pô-las em cima do piso. Já questionámos e até hoje estamos à espera de resposta”, informou Nuno Silva e vai mais longe. “Tenho receio de que, com tantas limitações, não nos deem o pavilhão na próxima época”. O clube utilizava o pavilhão na prática da modalidade de minibasquete três vezes por semana.

Fernando Albuquerque, dirigente da Casa do Benfica de Viseu, acrescenta que “a cidade tem condições para, se quiser ter o desporto o mais acima possível, proporcionar melhores condições para os nossos jovens poderem trabalhar”.





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