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Luta acesa pela liderança do Académico de Viseu

Edição de 21 de junho de 2019
21-06-2019
 

O Académico de Viseu vai a votos, dentro de uma semana, a 29 de junho. Desde a refundação do clube, António Albino, que levou o “novo” Académico dos campeonatos distritais à Segunda Liga Profissional, vai ter oposição. Toni Carvalho lidera a lista “Juntos Pelo Académico”.

A preparação do ato eleitoral não tem corrido de maneira pacifica. Uma reunião convocado, para 15 de junho, pelo presidente da Assembleia Geral do clube, Pedro Ruas, em que estavam elementos das duas listas, “foi intempestiva e abruptamente interrompida logo no seu início, de forma grosseira, prepotente e roçando a má educação, pelo atual presidente da Direção”, denunciou em comunicado o movimento “Juntos Pelo Académico”.

Pedro Ruas diz que tem tentado conciliar as duas posições, lamentando “este tipo de atitudes, porque creio que não há necessidade de nenhuma das partes extremar posições”.

A lista liderada por Toni Carvalho lamentou que a reunião não se tivesse realizado porque “era fundamental para organizar o ato eleitoral devido à desorganização dos serviços administrativos do clube”.

O confronto de posições teve mais um episódio na manhã do dia 17 de junho, na secretaria do clube que funciona nas instalações do Estádio Municipal do Fontelo. Um grupo de sócios, apoiante da lista “Juntos Pelo Académico” diz ter sido foi impedido de pagar quotas em atraso e de aceder aos cadernos eleitorais. Perante a recusa de acesso ao livro de reclamações, chamaram a PSP. Na presença dos elementos da polícia os sócios acabaram por aceder ao livro, onde deixaram o protesto, confirmou ao Jornal do Centro fonte da PSP.

No mesmo dia à tarde o mesmo grupo de sócios voltaram ao Estádio do Fontelo. Desta vez já puderam pagar as quotas em atraso mas voltaram a não ter acesso aos cadernos eleitorais.

Cristóvão Francisco, porta-voz do movimento, revelou que quem estava na secretaria do clube, na altura, era o presidente António Albino e o dirigente António Gomes. “Na leitura deles, os sócios não devem ter acesso aos cadernos eleitorais, o que para nós é uma irregularidade. Também não percebemos a recusa do pagamento das quotas em atraso por parte de alguns dos sócios. Decidimos comunicar o caso ao presidente da mesa da assembleia geral do Académico”, revelou.

Já Toni Carvalho, cabeça de lista do movimento, foi mais contido e reiterou ao Jornal do Centro que “as dúvidas estão a ser esclarecidas para se chegar a bom porto”, rematou.

O Jornal do Centro tentou durante vários dias, mas sem sucesso, contactar e ouvir o presidente da direção, António Albino.

Ao Jornal do Centro, o presidente da Assembleia Geral do Académico, Pedro Ruas, defendeu que “em qualquer organização os cadernos eleitorais são fechados, até determinada data, para que não sejam cadernos eleitorais instáveis”. Esclareceu ainda que “a partir do momento em que o presidente de mesa convoca eleições, a direção, segundo os estatutos, tem que entregar o caderno eleitoral 15 dias antes da realização das eleições”.





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