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Miranda- Mortágua na Volta a Portugal 2018

Ciclismo, Miranda-Mortágua, Volta a Portugal,
03-09-2017
 

Depois de 19 anos de trabalho no ciclismo de formação, o Miranda-Mortágua, nome pelo qual atualmente é designado o clube pertença do Velo Clube do Centro, vai subir de escalão e vai tornar-se numa equipa continental de formação.

A primeira e grande consequência desta mudança é a possibilidade de poder participar, entre outras provas, na Volta a Portugal em bicicleta já no próximo ano.

Pedro Silva, presidente e diretor desportivo do Miranda-Mortágua garante que este é um processo em andamento há vários meses. “Já estamos a trabalhar neste projeto desde fevereiro. Vai-nos ser dada a oportunidade de termos uma equipa continental, onde vamos ter na sua grande maioria ciclistas do escalão sub23, o que nos vai permitir correr as grandes provas que, por exemplo, este ano não tínhamos acesso, como foram os casos da Volta a Portugal, Volta ao Algarve, Volta ao Alentejo e o Grande Prémio das Beiras”, explica ao Jornal do Centro.

“Existem equipas amadoras em Portugal mais fortes que algumas estrangeiras que têm vindo à Volta”

Criada em 1999, a equipa que pertence ao Velo Clube do Centro, tem dado cartas, neste caso pedaladas, no ciclismo de formação, com vários resultados positivos no escalão sub23, sendo o título nacional por Francisco Campos disso exemplo. Para Pedro Silva a hora é de dar o salto. “Isto é algo que dá projeção. Depois de 18 anos de trabalho, estivemos, podemos dizer, na sombra, já que é reconhecido por muito poucas pessoas, porque o que conta depois são os grandes eventos e quem os ganha. A análise que faço é que existem no pelotão nacionais equipas amadoras melhores que algumas estrangeiras que têm vindo à Volta a Portugal”, afirma.

Aproveitando a oportunidade criada pela Federação Portuguesa de Ciclismo de equipas amadoras poderem pedir uma licença de equipa continental de formação sem estatuto profissional, o Miranda-Mortágua vai avançar com um grupo maioritariamente composto por jovens ciclistas. “A equipa irá ser formada pelo Francisco Campos, Hugo Nunes, Jorge Magalhães e pelo Gonçalo Carvalho. Vamos ter um ciclista luso-francês que vai ser incluído no nosso grupo e mais uns corredores que vamos contratar ao escalão júnior. Caso haja orçamento, temos autorização para inscrever dois ciclistas com contrato profissional com mais de 25 anos. Mas a acontecer serão sempre corredores que já tenham passado pelas nossas mãos e com quem haja uma identificação mútua”, sublinha.

Otimismo na aprovação da candidatura

Ainda sem a confirmação da aprovação da candidatura, Pedro Silva não esconde o otimismo em relação à luz verde para poderem participar no escalão acima. “Vamos fazer a candidatura logo no início de setembro na UCI – União Ciclista Internacional, onde vamos ter de apresentar toda a documentação relativa a contratos com atletas, contratos com patrocinadores, garantias bancárias, entre outras coisas. Mas estamos otimistas porque a nossa equipa é conhecida como uma das melhores da formação do ciclismo nacional, por isso, tudo nos leva a crer que vai ser aprovada”, afiança.





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