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"No que depender do Targa Clube, a Rampa vai sempre existir"

Edição de 6 de julho de 2018
 
 

Entrevista desportiva com Fernando Batista

Programa completo


08-07-2018
 

É dos clubes automóveis mais antigos do país, levando já meio século de existência. Mais icónico do que o clube, só mesmo o seu representante. Fernando Batista está na direção há mais de 40 anos e desde que assumiu a responsabilidade da Rampa do Caramulo que não falha uma edição do histórico percurso. Já foi espetador mas também teve o “o privilégio de correr no asfalto da serra várias vezes”. Em vésperas de mais uma prova (14 e 15 de julho), o dirigente explica a importância deste evento no mundo automóvel e partilha, até, um desejo nunca concretizado.

Este ano, a Rampa vai contar com mais participantes. O que é que foi feito para isso acontecer?
Este ano há mais concorrentes porque o campeonato tem tido uma maior afluência. Além disso, também este ano temos a novidade do troféu Kia Picanto Gt Cup o que traz logo mais 10 a 15 carros, no mínimo.

Esta inclusão do troféu deve-se a uma necessidade da Rampa inovar?
Não, a Rampa tem condições para receber sejam 50 ou 100 pilotos. As condições deste percurso são excelentes a nível de segurança e o troço aceita perfeitamente essa afluência o que levou a que a Kia tivesse escolhido o Caramulo. Agora, obviamente, que este troféu valoriza muito o espetáculo automóvel, e dessa forma damos mais alguma coisa ao público para se divertir.

Disse que o Targa Clube nasceu no Litoral mas preferia ter nascido no interior. Porquê?
Neste momento, os clubes que se dedicam à organização de eventos desportivos, encontraram no interior do país condições que clubes no Porto, como é o nosso caso, e outros em Lisboa não possuem. Eu ando nisto há muitos anos e, por exemplo, na capital vários clubes que existiam nos anos 60 desapareceram por completo à exceção do ACP (Automóvel Clube de Portugal). Depois, no interior do país, os clubes que nasceram têm-se mantido.

Qual é o segredo?
É simples. Os clubes recebem grande apoio das pessoas e, principalmente, das autarquias. No caso do Porto, o que interessa são os eventos de carácter internacional e não tanto eventos como o nosso. No interior isso não acontece.

Falou do papel dos voluntários. São essenciais para este tipo de eventos acontecerem?
Sem dúvida. Ainda não se podem fazer eventos sem voluntariado. Felizmente vamos encontrando alguns embora cada vez seja mais difícil. Através de pessoas do Caramulo, e também via Caramulo Racing Team, conseguimos fazer todas as coisas e garantir que tudo funcione da melhor forma.

Como está o percurso da Rampa?
Tem estado bem. A Rampa tem sofrido melhoramentos por parte do município que tem colocado rails, fez a substituição do piso e devidas vistorias, o que nos permite que a prova se realize sem problemas todos os anos.

Há três anos decidiram separar a Rampa do Caramulo Motorfestival. Foi uma boa aposta?
Não lhe vou dizer que foi boa ou má. Digo-lhe que foram decisões que, enfim, não estavam dentro das possibilidades e capacidades de decisão do Targa Clube. Foi uma decisão que aconteceu porque pensaram que separar os dois eventos era melhor. Nós fomos contornando as dificuldades. Felizmente o município entendeu apoiar a Rampa e vamos, por isso, continuar a fazer o que sempre fizemos. Vamos tentar melhorar sempre e manter o estatuto de termos uma prova no Campeonato de Portugal de Montanha.

A Rampa está viva e recomenda-se?
Sim, claro. No que depender do Targa Clube, a Rampa do Caramulo vai sempre continuar.





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