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O Centro do país em alta velocidade no melhor rali do mundo

Edição de 1 de fevereiro de 2019
 

Entrevista de desporto a Horácio Rodrigues

Programa completo


02-02-2019
 

Horácio Rodrigues, diretor do “Vodafone Rally de Portugal”, esteve na apresentação da prova que em 2019 vai arrancar em Coimbra. O regresso ao Centro do país e a vontade de mais municípios fazerem parte da organização são temas que o responsável abordou com o Jornal do Centro.

Quase duas décadas depois, o rali volta ao centro de Portugal. Porquê?

Era um sonho antigo, um sonho de 18 anos. Finalmente conseguimos arranjar todas as condições e estamos prontos para pôr o rali na região Centro. Esta foi a junção em conjunto de três municípios (Arganil, Góis e Lousã).

Houve mais algum concelho a manifestar interesse em receber a prova?

Tivemos e vamos continuar a ter municípios a manifestar interesse em participar. Os municípios vizinhos a Coimbra quiseram todos ter troços do rali. Municípios vizinhos e não só, claro.

Viseu fez parte dos municípios interessados?

De Viseu não tenho conhecimento. Só de outros municípios. Mas repare, Viseu já tem um papel importantíssimo ao organizar o “Rally de Portugal Histórico” que são dois dias de competição em toda a região.

Segundo um estudo para o Automóvel Clube de Portugal (ACP), o rali rendeu mais de 100 milhões de euros a Portugal. Mudam de zona nesta edição. Expetativas altas?

Agarrando no estudo que foi feito e nos foi apresentado, o objetivo é sempre subir. É isso que esperamos com o rali deste 2019.

Somos considerados o melhor público do mundo. Acha que isso se deve a quê?

As pessoas já perceberam que o rali só existe em Portugal devido ao comportamento do público em geral. Temos que agradecer a esse mesmo púbico que tem sido exemplar ao longo dos anos. A própria FIA (Federação Internacional de Automobilismo) deixou-nos largos elogios pelo trabalho que temos feito e pelo público que temos tido.

Porquê a Exponor como base da prova? Não há condições no centro do país para ser a base do rali de Portugal?

Quando saímos do Algarve a base foi desde o primeiro dia a Exponor. Desde então, o feedback que temos recebido tem sido muito positivo. As equipas gostam de lá estar. Tem funcionado tudo na perfeição e temo-nos dado bem.

Assim tende a continuar no futuro?

Não há nada que nos indique que tenhamos que continuar, como também não há nada que nos diga que não devemos ir mais para lá. Para já é assim que estamos.

Os presidentes dos municípios de Arganil, Góis e Lousã deram a entender que o rali vai acontecer no Centro do país durante mais anos. É verdade?

Os municípios manifestaram o interesse, o futuro dirá. Não podemos dizer que vamos ficar e nem podemos dizer que vamos continuar. Houve, de facto, interesse dos municípios em continuar mais um, dois e, até, três anos e nós agradecemos isso. Vamos ver o que nos diz o futuro.





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