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O Rali no centro de Portugal

Edição de 31 de maio de 2019
31-05-2019
 

Estão aí os dias do Rally de Portugal, o “melhor rally do mundo”!

Tudo se vai viver até domingo (2 de junho). E tudo começa aqui, num regresso às origens, à zona centro, 18 anos depois. Tem início em Coimbra, passando depois pelos concelhos de Lousã, Góis e Arganil, cada um com dupla passagem para completar as primeiras seis classificativas. São mais de 90 quilómetros cronometrados e mais de 430 quilómetros em troços de ligação. Estas etapas que estão de regresso ao Rally de Portugal são mesmo a grande novidade. Troços que os pilotos portugueses desconhecem sendo um foco de interesse extra mas também de maior risco.

O Rally de Portugal 2019 volta a fazer parte do Campeonato do Mundo FIA de Ralis (WRC) e é também pontuável para o Campeonato de Portugal de Ralis (CPR) que aqui cumpre a quarta prova. Entre os 61 inscritos, serão 20 os pilotos portugueses presentes, com especial enfoque naqueles que se encontram na luta pelo título nacional e que aspiram, para além da pontuação máxima para o Campeonato, serem os melhores portugueses da prova. Entre eles está o líder do Campeonato, Ricardo Teodósio, mas também Miguel Barbosa que ambiciona conseguir a primeira vitória da época; José Pedro Fontes que quer confirmar o bom ritmo que apresentou em Mortágua; e Armindo Araújo, um dos mais experientes pilotos em provas de âmbito internacional.

No programa Centro Automóvel na Rádio Jornal do Centro, partilhamos as declarações destes pilotos mas também trazemos alguns dos que já passaram como convidados especiais: o vencedor da prova em 1996, Rui Madeira e Miguel Campos que, na edição de 2002 do Rally de Portugal, conquistou o 3.º lugar.

Lugar de destaque têm também os pilotos de Viseu, Hugo Lopes e Nuno Ribeiro, que nesta prova vão estar na luta para recuperar a liderança do campeonato nacional das duas rodas motrizes.

Da região, falamos também com Ruben Lopes do Clube Automóvel de Viseu. Para fazer a ponte para o universo do mundial de ralis, voltamos também à fala com Rui Soares que, tendo crescido em Sernancelhe e Aguiar da Beira, faz hoje parte da equipa da Toyota como engenheiro de carro de Kris Meeke.

A cerimónia de partida aconteceu na quinta-feira (30 de maio) em Coimbra. Para a pontuação, contam todas as especiais desta sexta-feira (dia 31), e as três especiais previstas para sábado (1 de junho) de manhã, num total de 174 quilómetros, divididos por 10 troços.

Os rostos que marcam o Rally de Portugal

Rui Madeira. Com quase 30 anos de carreira, recorda a passagem pelo Rally de Portugal no ano de 1996, em que conquistou a vitória em termos absolutos com um Toyota Celica GT Four. É um piloto ligado a esta prova como poucos. Teve 14 participações. Junto com Joaquim Moutinho e Armindo Araújo, Rui Madeira está no top 3 dos pilotos nacionais com mais classificativas ganhas nesta prova. Este ano a ser claramente especial, com a região onde tem raízes familiares a receber de novo uma edição do Rally de Portugal.

Também Miguel Campos, o piloto de Famalicão com 27 anos de carreira, foi um dos veteranos que se juntou a esta antevisão.

O tetra-campeão nacional de produção e vice-campeão da Europa em 2003, à boleia deste regresso do Rally de Portugal à zona centro, lembra um carisma próprio da região, quer pelos troços quer pelo público. Entre os milhares que vão forrar as zonas espetáculo, Miguel Campos faz questão de ser um deles. Confessa ficar sempre com ‘água na boca’ quando vibra apenas como  adepto. Talvez por isso tenha adiantado que o regresso à competição é uma ‘quase-certeza’.

Quem vai fazer parte destas contas é a dupla de Viseu formado por Hugo Lopes e pelo navegador Nuno Ribeiro. O jovem piloto de Viseu vai alinhar nesta edição do Rally de Portugal com o n.º 87 colado no Peugeot 208 da AMSport. Vai ser um dos 16 R2 em competição para tentar regressar aos lugares cimeiros do CPR 2WD, depois da prova azarada em Mortágua. Nesta antevisão, já garantiram que motivação e o foco vão estar em alta. Ambiciosos, querem entrar forte numa prova reconhecida como o maior evento desportivo do país, este ano com acréscimo de responsabilidade para pilotos da região.

Cruzámos também algumas palavras com o presidente do Clube Automóvel de Viseu. Rúben Lopes com agrado partilhou a alegria de receber, aqui por mais perto, esta edição de uma prova que tem sido considerada, por várias vezes, uma das melhores do Mundial de Ralis. E este ano, Viseu tem a oportunidade de acompanhar uma dupla da terra em competição. Com orgulho, Rúben Lopes refer-se a Hugo Lopes e Nuno Ribeiro como “embaixadores de Viseu, no automobilismo e por mérito próprio”.

Fazemos também a ponte entre a região e o mundial de ralis, tocados pela experiência de Rui Soares. Natural de Sernancelhe, começou a carreira em Aguiar da Beira, na ARC Sport. Nesta altura é engenheiro de carro numa das equipas do mundial, a Toyota Gazoo Racing, acompanhando mais de perto Kris Meeke e Sebastian Marshall. Cruza-se a preparação e o entusiasmo de público mas também dos pilotos, ao mesmo tempo que se faz a antevisão do momento de forma de alguns dos pilotos do WRC a par dos portugueses.

...

No grupo da frente do CPR temos Ricardo Teodósio que fala de um rali mais longo e por isso mais duro que outros na temporada, mas em que quer "terminar no pódio e, se possível, ganhar". Para isso, diz estar preparado para andar rápido mas com muita atenção. Teodósio, que regressa a este rali dois anos depois quando ganhou o ‘Grupo N’, diz estar preparado para gerir o andamento. Mas, deixando elogios ao traçado, em especial na Lousã, confessa que pode vir a aproveitar alguma vantagem em alguns destes troços novos para forçar o andamento.

Em estreia no Rali de Portugal em classificativas na zona centro, Miguel Barbosa antes de destacar o regresso à região centro, sublinha a dimensão do evento, que diz ser ‘um privilégio’ que aconteça no automobilismo. Como atual 3.º classificado no CPR mas que equivale a um 2.º lugar, sabendo que Ricardo Moura já anunciou que não deverá fazer mais provas esta época, Miguel Barbosa dá nota da competitividade no campeonato nacional. Por isso diz encarar esta como todas as outras provas: a tentar a vitória, mantendo o foco nos pontos e na luta pelo campeonato português.

José Pedro Fontes no Citroen C3 R5 vai alinhar com uma alteração de última hora. Inês Ponte vai estar de fora desta edição do Rally de Portugal. A navegadora teve que lidar com problemas de saúde, no apêndice, segundo a própria já resolvidos, mas que a levam a não poder participar “no melhor rali do mundo”. Para o lugar de Inês Ponte entra Carlos Magalhães. Com andamento forte no último rali em Mortágua, será de esperar que José Pedro Fontes mantenha um ritmo competitivo. Para confirmar a boa forma, já disse querer a vitória que fugiu nos últimos quilómetros em Mortágua.

Armindo Araújo é o piloto português de maior palmarés no Rally de Portugal. Vencedor absoluto por três vezes, nos anos de 2003, 2004 e 2006, é também o português com mais pódios neste Rally. Este ano, apresenta-se no Hyundai i20 disposto a lutar para aumentar este curriculum. Dos troços do primeiro dia, alguns são conhecidos por Armindo Araújo. Não sendo por isso totalmente novos, o piloto reconhece que são espetaculares e sobretudo um grande desafio.





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