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“O Tondela quer-se afirmar e lutar por outros objetivos que não sejam a manutenção”

Edição de 31 de maio de 2019
01-06-2019
 

No último jogo da época, o guarda-redes do Tondela, Cláudio Ramos, disse que dificilmente ficaria na equipa, apesar de ter contrato até junho de 2020. Mas, o jogador não tem dúvidas de que este é o seu clube “do coração”. Natural de Vila Nova de Paiva, o jovem atleta quer voltar a ganhar o bilhete para a Seleção Nacional.

Sonhava chegar aqui? Era um objetivo estar num patamar como este?

Sim, era um objetivo que tinha chegar à Primeira Liga e representar a Seleção Nacional. Fico muito feliz por o ter conseguido num clube da minha região, num clube da minha terra, num clube que me diz muito, e isso deixa-me muito feliz.

É do Touro, Vila Nova de Paiva, joga numa equipa do interior. Como vê o paradigma do futebol nacional nesse aspeto?

Pelo menos, a Primeira Liga não está no interior, como podemos ver. Nós somos a única equipa no escalão máximo do futebol no próximo ano e isso é bom também, sermos os únicos. Tentar fazer com que o futebol venha mais para o interior porque acho que as pessoas da nossa região, e os próprios miúdos, veem isso como um exemplo. Que podem acreditar nos sonhos, que, independentemente, de serem de Viseu ou de serem de Tondela podem chegar à Primeira Liga e que podem singrar no futebol. E isso é muito importante.

Já está no Tondela desde 2013. Acompanhou a equipa na subida à Primeira Liga. Como foi para viver esse momento?

Costumo dizer muitas vezes, chegar à Primeira Liga foi muito bom. Mas as manutenções que já conseguimos acho que me marcaram mais do que propriamente a subida. Estar na Primeira Liga, e com um clube como o Tondela que nunca tinha estado, e conseguirmos ficar, marcou-me muito e acho que isso vai marcar-me sempre para a minha vida.

Foram quatro épocas de Tondela na Primeira Liga, vão agora para a quinta consecutiva. As duas primeiras manutenções e esta última foram um bocado mais atribuladas e complicadas. Como explica o que se passou e quais foram as aprendizagens que tirou desses momentos enquanto jogador?

O Tondela está na Primeira Liga há quatro anos. É normal que os primeiros têm de ser de afirmação e é o que o Tondela está a fazer. Conseguimos estar quatro anos e vamos agora para o quinto. Acho que da região somos a única equipa a conseguir estar a jogar cinco vezes na Primeira Liga e isso é muito importante. Mas foi como disse, o Tondela quer-se afirmar e lutar por outros objetivos que não sejam a manutenção.

Tem sido opção regular no Tondela e acabou por ver esse trabalho reconhecido pelo Fernando Santos com a chamada à seleção. É o culminar de um bom momento na carreira?

Sim, acho que é o expoente máximo de um jogador de futebol que é representar o seu país. E a mim foi o que aconteceu. Acho que representar a seleção nacional é o sonho de qualquer pessoa, de qualquer jogador de futebol e eu consegui concretizar o meu, e mais uma vez no Tondela, que é um clube do meu coração. É um clube que me diz muito e isso é muito importante para mim.

Acabou por não ser escolhido para o lote de jogadores convocado agora pelo Fernando Santos para a Liga das Nações. Foi uma desilusão ou uma surpresa?

Não. Não foi desilusão nenhuma. Como eu já disse, consegui chegar à seleção nacional, consegui fazer parte daquela equipa e isso foi o mais importante. Agora é continuar a trabalhar para no futuro continuar a ser chamado.

Falando a propósito do futuro. Quais são as perspetivas ou os próximos objetivos que tenciona alcançar enquanto jogador?

Neste momento, é aproveitar, saborear a manutenção, aproveitar as férias e depois logo se vê.

Uma pergunta mais direcionada ao Tondela. Como é a vossa união enquanto equipa? Tem sido fundamental para as manutenções? No final do jogo da época foram feitas críticas...

Sim. Como é óbvio, ter um bom balneário é sempre importante e nós também tínhamos. Como eu costumo dizer, numa equipa de 26 jogadores, nem toda a gente se vai dar bem. Mas nós tínhamos um bom grupo.





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