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Police Challenge: "Nesta prova, o mais importante não é ganhar, mas completá-la"

Edição de 26 de abril de 2019
26-04-2019
 

É conhecida por ser uma competição de resistência e está pela terceira vez em Viseu. O circuito Police Challenge arranca este domingo na capital do distrito e, tal como nas outras edições, promete juntar participantes que fazem a prova, quer em busca de recordes, quer por lazer. Sobram ainda os muitos curiosos que costumam esperar para aplaudir os atletas que tanto podem fazer parte das forças de segurança como ser apenas amantes deste tipo de atividade, como explica Nelson Correia, presidente do evento.

Costumamos ouvir que este tipo de prova tem sempre o grande propósito de unir a história de um local com a paisagem desse sítio. Viseu tem este potencial?

Sim, Viseu tem todas as caraterísticas para atrair uma prova como esta. Inicialmente foi escolhida essa cidade para arrancar o circuito a nível nacional porque é uma cidade jardim e estão reunidas todas as condições. É um evento que atrairá muito público, a um nível internacional, até.

Que balanço se pode fazer desde já do casamento entre Viseu e o Police Challenge?

Muito positivo. Pelo segundo ano consecutivo, conseguimos lotação máxima no número de participantes. Estamos com 1500 atletas e, por questões de segurança, não podemos aceitar mais. Aliás, nesta edição investimos ainda mais na segurança do evento. Há uma outra vertente que nos distingue que é o facto de estarmos num lote restrito de organizações que qualifica atletas para o campeonato do mundo. É um grande orgulho para nós acolher atletas nacionais e internacionais em Viseu.

É um atestado de qualidade desta prova essa possibilidade de qualificar para o campeonato do mundo de OCR (corrida de obstáculos)?

Sim, para pertencermos a esse tal restrito lote de provas, colocaram-nos requisitos, cumprimo-los e isso deixa-nos orgulhosos. No entanto, 80 por cento dos atletas que participam fazem-no de forma lúdica. Há apenas 200 atletas que competem de forma, digamos, mais séria. Qualquer pessoa pode participar. Este evento é mesmo para todos.

Para quem corre de forma lúdica ou o faz numa faceta mais profissional, há hoje uma maior vontade de, não apenas correr, mas estar em contacto forte com o meio. Porque é que se sente mais esta vontade?

Julgo que o desporto é cada vez mais uma aposta a nível nacional e, sobretudo, regional. Há cada vez mais grupos regionais a praticarem desporto. É, digamos assim, uma moda. E esta modalidade vai buscar um pouco de todas as modalidades desportivas: tem corrida, tem treino de força, coordenação, resiliência, destreza, o trabalho de equipa, a entreajuda, o fairplay... Aqui o mais importante não é chegar em primeiro lugar, mas sim acabar a prova.

Aqui há uns anos, era mais, digamos, estranho ver tanta gente a praticar desporto, principalmente na rua. Agora é comum. Deve-se, sobretudo, a quê?

Sobretudo à cultura. O cidadão está, hoje, mais predisposto para a prática desportiva, quer para melhorar a sua saúde, com a caminhada ou a corrida, quer estando ligado a eventos, que têm também atraído atletas.

Que cuidados há a ter para participar no Police Challenge?

Basta praticarem a modalidade habitual, ou caminhada, ou corrida mais longa, curta, só ginásio. Qualquer pessoa que esteja ativa consegue fazer a prova. É um percurso lindíssimo e, este ano, introduzimos uma subida à Sé de Viseu, para juntar o lado histórico a esta prova.

O nome Police está no evento para servir o propósito de dar lugar ao convívio entre agentes da autoridade e população em geral?

Esta organização surge para recriar o que os militares ou polícias fazem nos seus treinos e trazer essa vertente de treino para o mundo civil. Pretende-se fazer uma competição saudável entre forças de segurança com o cidadão. Temos atualmente várias equipas que nos chegam de vários comandos policiais ou de outras forças de segurança que correm, lado a lado, com o cidadão. É uma prova que pressupõe esse convívio entre todos.





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