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Primeiras pedaladas em Viseu

26-07-2019
 

Prólogo de seis quilómetro corrido em terras de Viriato


A grande partida da prova rainha do ciclismo nacional vai acontecer, este ano, em Viseu, com um prólogo de seis quilómetros, no último dia deste mês de julho. Já em 2010 e 2015 a Volta tinha começado em Viseu. Este ano, a partida está marcada para as 15h00, e a chegada, às 17h32, na Avenida da Europa, no último dia de julho, com um prólogo de seis quilómetros. Da Avenida Europa, o pelotão vai rumar à Avenida Cidade de Salamanca, passando pelo centro histórico, Praça D. Duarte, e pela Praça da República (Rossio), antes de chegar, novamente, à Avenida Europa.

Etapa Rainha volta a ter Torre como meta

A subida à Torre, na quarta etapa (4 de agosto), vai regressar, quatro anos depois, à Volta a Portugal em Bicicleta. A estrear-se na Volta, está a vila de Pampilhosa da Serra, logo como ponto de partida (13h15) da considerada etapa Rainha que termina na Serra da Estrela (17h21). Este ano, a subida à Torre faz-se pelo lado da Covilhã, numa jornada de 145km que tem cinco contagens de montanha antes do prémio especial, no ponto mais alto de Portugal continental.

Antes do descanso, Nelas e Canas de Senhorim são pontos de passagem

Após a subida à Torre, e a anteceder o dia de folga, mais uma etapa dura, com a chegada à cidade mais alta de Portugal, a Guarda, com a meta a coincidir com uma contagem de terceira categoria. A tirada começa em Oliveira do Hospital, às 13h10, com 
os ciclistas a terem de percorrer 158 quilómetros. “Subir” continuará a ser a palavra de ordem. A passagem do pelotão por Canas de Senhorim está prevista para as 14h26, com uma contagem de montanha de quarta categoria. Já em Nelas, há 
uma Meta Volante agendada para as 14h42. Além da etapa Rainha, as grandes decisões devem fi car reservadas para os dois últimos dias, com a subida à Senhora da Graça, em Mondim de Basto, e o contrarrelógio final, no Porto.

 

 TRAÇADO MAIS COMPLICADO E DURO

Pedro Silva, diretor desportivo da Miranda-Mortágua, numa análise ao traçado deste ano, começou por dizer que “não há etapas fáceis” e que as difi culdades são diárias. “Há muitas equipas a participar e as oportunidades são poucas. No ano passado dizia-se que a edição da Volta era a mais difícil dos últimos anos, mas a deste ano consegue ter um traçado ainda mais complicado e duro”, adiantou o responsável. “Na primeira etapa, por exemplo, logo nos primeiros quilómetros há uma contagem de montanha de primeira categoria (Serra da Lousã), logo por aí se vê que este traçado foi feito com a intenção de todos os dias haver difi culdades”, analisou o dirigente da Miranda-Mortágua. A equipa da região espera difi culdades acrescidas nas etapas que vão ditar diferenças nos candidatos a vencedores. São elas: a etapa da Torre (etapa 4) e a da Senhora da Graça (etapa 9), que consegue ser “ainda mais complicada e dura do que no ano passado, o que vai trazer difi culdades à parte fi nal”. Mas Pedro Silva não esquece as outras etapas “que, na verdade, nunca vão ser de transição”. “As oportunidades para os ciclistas que não estão na disputa do pódio ou no top10 não são muitas, sabendo, também, que vamos ter várias chegadas em prémio de montanha”, como é o caso da Guarda, na quinta etapa, que o dirigente conhece bem e, por isso, espera muitas difi culdades para os seus corredores. O segredo para o sucesso parece fácil: “manter reservas até ao fi m”, revelou Pedro Silva, que acredita que o vencedor só vai ser conhecido na última etapa, a de contrarrelógio. “Temos de estar todos muito bem preparados para conseguir chegar com a equipa completa ao Porto”.

INEXPERIÊNCIA DA EQUIPA PODE PREJUDICAR

A falta de experiência em correr a Volta é, na opinião do diretor desportivo da Miranda-Mortágua, um fator prejudicial ao desempenho da equipa, “principalmente nos corredores estrangeiros”, pelo desconhecimento do traçado. Mas o objetivo é “fazer melhor do que na última edição”. “Vamos ter de ser muito unidos e todos os dias vamos ter que elaborar estratégias completamente diferentes”, desvendou. “Vamos ter de alterar a nossa forma de correr todos os dias, porque queremos estar sempre presentes. É para isso que vamos correr”.

INVESTIMENTO CHEGA AOS 14 MIL EUROS

Ao Jornal do Centro, Pedro Silva explicou que a participação na Volta exige um investimento muito superior do que em qualquer outra corrida. Mais de 1000 euros por dia é o valor que o dirigente estima que se gaste “em hotéis, restaurantes, combustíveis, portagens, alimentação e abastecimentos”, o que perfaz um valor entre 12 a 14 mil euros. Além dos corredores, estão envolvidas mais 10 pessoas. O staff é composto por um médico, três massagistas, três diretores e três condutores.

O NOME DE VISEU EM TODO O LADO

O dirigente da Miranda-Mortágua revela, ainda, a importância de o prólogo ser em Viseu. “É muito importante corrermos e estarmos presentes na nossa região. Ficamos orgulhosos de representar a nossa região no terreno e de levar o nome da nossa terra a todo o lado no país”. Contudo, não esconde que sente que muitas vezes, na própria terra, são esquecidos e lembra que “Miranda-Mortágua é a única equipa do interior e do distrito de Viseu a participar numa Volta a Portugal”. Pedro Silva não tem dúvidas em dizer que não é dado à equipa o valor merecido e “isso vê-se na difi culdade em arranjar patrocinadores”, que são todos de fora de Viseu.

 





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