A OUVIR 98.9 FM
           00:00:00 | 00:00:00        
      
  
 
        

"Queremos que as pessoas não achem estranho ouvir falar do Ac. Viseu Andebol"

Edição de 6 de setembro de 2019
07-09-2019
 

O Torneio de Andebol volta a marcar o fim de semana desportivo da Cidade de Viseu. Rafael Ribeiro, coordenador técnico do Académico de Viseu e treinador da equipa Sénior, explica de que modo esta terceira edição será diferente das duas anteriores, abordando ainda algumas questões relativas à modalidade, como a aposta na formação e a luta pela tão cobiçada subida de divisão.

Na época passada, o Académico de Viseu conseguiu apurar-se para a fase de subida de divisão, contudo não alcançou os lugares necessários para o conseguir. O que é que, na sua opinião, faltou à equipa?

Inicialmente, o objetivo foi cumprido, que era passar à segunda fase. Nessa fase jogámos contra equipas com atletas mais experientes e muitos dos nossos jogadores nunca tinham participado numa fase de apuramento de divisão. Durante a segunda fase não tivemos também três ou quatro jogadores fundamentais, principalmente no processo defensivo. Numa equipa como a nossa que tinha poucas opções, de um momento ter ficado sem quatro jogadores não facilitou as coisas.

Que alterações vão ser feitas este ano para que o clube consiga finalmente a tão cobiçada Segunda Divisão?

Fomos buscar mais atletas de qualidade. Procurámos, dentro dos possíveis, não perder os que já tínhamos, mas aumentar o plantel com quatro ou cinco jogadores de qualidade para me permitir, enquanto treinador, ter mais profundidade e mais opções. Temos ainda uma arma que muitas das equipas nesta divisão não têm, que é a consistência de treino (quatro vezes por semana) e teremos esta época seis atletas residentes que trabalharão apenas para a modalidade. A responsabilidade será maior e teremos de saber lidar com isso.

Um instrumento que o Académico de Viseu tem nos últimos dois anos para promover a modalidade e o clube na região é o Torneio Cidade de Viseu. Pensa que a prova tem, de facto, dado fruto nesse aspeto?

Sim, a todos os níveis. A questão da equipa Sénior e o torneio, tudo junto, acabam por nos trazer uma grandeza que há três anos não existia. Relativamente à presença da formação em torneios, por exemplo, antes eramos nós que procurávamos os clubes organizadores para irmos a um torneio e agora são os clubes organizadores que nos procuram para estarmos presentes nos eventos. Nota-se que o clube está a crescer.

Quais são as principais diferenças entre os outros anos e esta terceira edição que se realiza neste fim de semana?

Desde logo o número de equipas que vão estar presentes no torneio. No ano passado tivemos de mudar da escola Infante D. Henrique para a escola secundária de Viriato, porque nos oferecia já outro tipo de condições. Temos crescido e já teremos de abrir duas escolas para manter as equipas. Vamos necessitar de cinco campos a funcionar ao mesmo tempo, que não tinha acontecido até agora. Para quem começou com 25 equipas, e neste momento vai albergar cerca de 60 equipas, o crescimento é enorme, mas não deixa de ser sustentado.

Estão confirmados no torneio clubes como o Sporting, o Porto, o Xico Andebol e o Águas Santas, considerados parte da nata do andebol português. É mais uma prova do investimento e do renome que o torneio tem adquirido?

Sim, nós procuramos trazer pessoas de vários pontos do país, como é o caso desta edição, que vai contar pela primeira vez com um clube do Algarve, o Vela Tavira. Efetivamente, perante os grandes clubes do panorama nacional, é impossível ficar indiferente à sua presença e acredito que durante estes dois dias a cidade de Viseu será a capital do andebol.

Quais os planos previstos para futuras edições do Torneio Cidade de Viseu?

Olhando para o futuro, tentaremos juntar uma equipa estrangeira para trazer qualidade e, por outro lado, continuar a trazer mais e melhores clubes para fomentar outro tipo de competição nas equipas da nossa região.

A formação do Académico de Viseu vai também participar no torneio do clube. É uma oportunidade de mostrar o investimento feito nesta área?

Sem dúvida. A nossa formação, o ano passado, no que diz respeito a Iniciados masculinos e femininos, apurou-se para o Campeonato Nacional. Os Infantis e as Infantis foram pelo terceiro ano consecutivo ao Encontro Nacional, assim como os nossos Minis. O nosso primeiro objetivo, tendo em conta a nossa formação, será sempre aproveitar e potenciar os nossos atletas para o futuro da modalidade.

Que objetivos tem o Académico de Viseu, a longo prazo, para representar e divulgar a modalidade na cidade?

Enquanto clube não nos podemos dissociar da cidade e pretendemos captar cada vez mais jovens para o Académico. Outro objetivo é divulgar a marca Académico de Viseu enquanto modalidade de andebol. Não temos nenhum problema com a modalidade de futebol, mas pretendemos que as pessoas não achem estranho ouvir falar cada vez mais do “Académico de Viseu Andebol”.





  • 2002 - 2019 - Jornal do Centro é uma marca registada da Legenda Transparente, lda
  • Desenvolvido por: WLC.PT