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"Andebol do Académico só tem a ganhar com o sucesso do futebol"

Entrevista, Desporto, Académico de Viseu,
 

Entrevista com Rafael Ribeiro,

treinador do Académico de Viseu


11-09-2017
 

A entrar na segunda época à frente do andebol do Académico de Viseu, Rafael Ribeiro aponta ao sucesso da modalidade no clube. Com o apuramento para a segunda fase da 3ª divisão como grande objetivo, o técnico vê com bons olhos o arranque do futebol dos viseenses lembrando que todos podem beneficiar com o sucesso do clube na Segunda Liga, deixando a promessa de ir ao Estádio do Fontelo assistir a um jogo dos academistas

Vai entrar na segunda época como treinador do Académico de Viseu. Como é que surgiu a oportunidade de vir para orientar os beirões?

Eu era treinador das camadas jovens do FC Porto e foi-me proposto vir para Viseu através do protocolo que existe entre os dois clubes. Foi daquelas oportunidades que não podemos dizer que não, assumo que tive que me adaptar porque vim para uma realidade diferente. Mas agora estou totalmente integrado, tanto no clube como na cidade.

O que é que lhe foi pedido conquistar ao vir para o Académico? Subir à 2ª divisão?

Nunca a curto prazo. Mas estaria a mentir se esse não é um objetivo que está definido. Até porque eu vim sem conhecer o plantel, sabia apenas que tinha ficado somente a chamada prata da casa já que os jogadores que tinham estado emprestados pelo FC Porto tinham saído e por isso tive de chegar e avaliar o que tinha à minha disposição. Foi, digamos, um ano zero, onde infelizmente não passámos à segunda fase por uma vitória. Este ano queremos que seja diferente porque as condições também são diferentes.

Em relação a este protocolo entre FC Porto e Académico de Viseu. O que é que abrange e que objetivos tem definidos?

O protocolo vai entrar no terceiro ano. No primeiro tinha definida a cedência de jogadores para o Académico, algo que este ano e na época passada já não aconteceu porque vim eu para cá. Sinceramente não sei de quanto tempo é esta ligação, apenas sei que o meu contrato é anual, para o ano não sei se vou cá estar. Agora vejo aqui uma boa hipótese para o clube crescer e evoluir graças a esta ligação e da minha parte, tudo faremos para continuar a crescer.

Um ano depois de ter chegado, que ideia tem do Académico de Viseu como clube? Já foi ver, por exemplo, algum jogo de futebol?

Tenho que admitir que não, mas tenho na agenda fazê-lo. Não só pelo excelente arranque de época mas porque creio que faz todo o sentido deixar de haver separação entre as modalidades. Somos todos Académico de Viseu, temos o mesmo símbolo na camisola e no fundo representamos todos a mesma instituição. O andebol só tem a ganhar com o sucesso do futebol, até porque notei quando cheguei, um certo afastamento por parte das pessoas, e o ano passado foi importante para limpar essa imagem menos positiva.

Depois de terem falhado a 2ª fase na época passada por uma vitória, este ano é possível lá chegar?

Sim é possível e é esse o objetivo que temos e tudo o que não esteja dentro deste cenário será uma desilusão.

E pensar na subida também é possível?

Aí o cenário é outro porque ao chegarmos à 2ª fase vamos ter de competir com equipas da zona do Porto e as forças já são diferentes.

Além de ser treinador da equipa sénior também tem responsabilidades na área da formação do andebol…

Sou o coordenador de toda a formação do clube. Felizmente também aí estamos a dar passos em frente. Esta época vamos ter mais jovens atletas e mais escalões a competir. Este ano vamos ter minis e muito possivelmente bambis, além das iniciadas femininas que também vão ser uma realidade e juntando aos infantis nos dois sexos e nos juvenis masculinos, percebemos claramente que o clube está a crescer. Agora começa é a aparecer outro problema, porque com o aumento do número de jogadores, o Pavilhão do Fontelo começa a ser pouco porque obriga-nos a fazer uma ginástica grande para termos todas as equipas lá a treinar.

Começa hoje a primeira edição do Torneio Cidade de Viseu. Competição da qual é responsável…

Sim é verdade, considero que tenha sido o grande impulsionador para o arranque deste torneio. Fazia falta algo do género ligado à formação no andebol entre os infantis e os juvenis. Viseu tinha todas as condições para receber uma competição e vemos com agrado que a adesão foi muito superior ao que estávamos à espera inicialmente.

Pode-se dizer que estamos a falar de um cartaz de luxo logo para uma estreia…

Temos grandes equipas, isso não se pode negar. Logo à cabeça temos o FC Porto, Vitória de Setúbal, o Xico Andebol, o CALE de Leça da Palmeira que é só o clube com mais atletas na formação em todo o País e depois também tivemos o cuidado de convidar os clubes da região, como são os casos do Oliveira de Frades, do S. Pedro do Sul e Santa Comba Dão. Acho que faz todo o sentido partilharmos com as outras equipas do distrito os nossos torneios e não o contrário.

Defende que deveria haver uma maior interligação entre os clubes viseenses?

Sim sem dúvida. Eu venho de uma realidade diferente, mas não faz sentido nós não convidarmos para os nossos torneios as equipas da nossa região. Como é óbvio durante a época, quando jogamos contra eles, cada lado quer ganhar o seu jogo, mas isso não poderá ser sinónimo de estarmos de costas voltadas. Todos teremos a ganhar, principalmente o andebol do distrito de Viseu.

 





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