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Rampa Histórica do Caramulo entra para os 50 mil quilómetros de Eugénio Costa

Edição de 14 de setembro de 2018
14-09-2018
 

Eugénio Costa, piloto viseense, foi um dos muitos participantes a marcar presença no Caramulo Motorfestival, que aconteceu no passado fim de semana. Em entrevista falou de conquistas, do carro, das provas e até do co-piloto, que antes era a namorada e agora é o genro.

Como é estar presente neste Caramulo Motorfestival?
É sempre com grande entusiasmo que cá estamos. O Caramulo só por si é uma serra fantástica e a rampa é histórica, faz parte da rampa nacional. Para além disso, há o Espírito do Caramulo, que, normalmente, acontece em abril/maio. E depois o ponto alto, que é o Caramulo Motorfestival.

Há quanto tempo participam nesta prova?
Já há vários anos que participamos, temos conseguido bons lugares na nossa categoria. Já alcançámos um primeiro e um segundo lugar e este ano as coisas também correram bem. A chuva veio estragar um bocadinho a segunda subida, porque fazer regularidade implica também andar, e o carro está com pneus que não permitem manter esse andamento enquanto está a chover.

E já corre há quanto tempo, Eugénio?
Pela equipa Liberty Seguros, já corro há 10 anos, conto já com mais de 50 mil quilómetros, de norte a sul do país. Fazemos várias provas, desde as provas de monomarca ou as 48 horas do Alentejo. Fiz agora no início do ano o “Norte Clássico”, que é uma prova oriunda do Algarve e das 48 horas. Portanto, são 50 mil quilómetros de provas em 10 anos.

Para além do piloto, é também importante o co-piloto...
O co-piloto não foi sempre o meu genro Miguel. Chegou a ser a minha namorada, a Justina, que me acompanhou durante muitos e muitos anos, mas nestes últimos anos tem sido o Miguel.

Miguel, como é que é ser co-piloto do Eugénio?
Exige muito esforço para dar as orientações necessárias. Nem sempre é fácil dizer ao piloto para abrandar. Numa prova de regularidade, o principal objetivo é cumprir os tempos previamente estabelecidos e, por vezes, a ânsia de chegar mais depressa é maior do que igualar o tempo que já foi estabelecido anteriormente.

Quem manda mais, o piloto ou o co-piloto?
Eu acho que é como num casamento, o piloto acha que manda (risos).

Concorda Eugénio?
Concordo. Foi sempre assim. Na regularidade, e mesmo velocidade, e também regularidade absoluta, que é outra modalidade, o co-piloto é realmente fundamental. Nós [pilotos] vamos atentos à estrada, aos tempos, aos concorrentes. O co-piloto vai atento a uma série de outras coisas: cortar no sítio certo, abrandar e acelerar no sítio certo, dar indicações em relação às curvas e aos cruzamentos. São fundamentais. São os nossos outros dois olhos.

Eugénio, fale-nos do carro com que correu no Caramulo Motorfestival?
Um Alfa Spider, de 1988, que já está comigo há 14 anos. Já tive um igual em branco, mas depois abandonei o Alfa Romeo e entrei numa outra marca, que ainda hoje tenho, que é um Saab 900 Cabrio. Mas, a verdade é que a paixão pela Pininfarina voltou e fui comprar este Alfa, outra vez. De cor encarnada e decorado com as cores da Liberty Seguros.

Usa-o no dia-a-dia ou só para as provas?
Não. Uso-o apenas para as provas. No dia-a-dia tenho outros carros. Faço também expedições de aventura com uma 4L, há dois anos estive em Marrocos e em fevereiro, se Deus quiser, vou até África, Mauritânia, Guiné, numa 4L.





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