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Tiago Ferreira: "Não podemos ser só simpáticos, temos de ser competitivos"

Edição de 21 de junho de 2019
22-06-2019
 

Tiago Ferreira lidera o Termas Óquei Clube, instituição que voltou, trinta anos depois, aos campeonatos nacionais de hóquei em patins. O dirigente analisa a época e projeta a próxima, destacando o esforços dos atletas do clube de S. Pedro do Sul.

Que balanço podemos já fazer do regresso aos nacionais?

Foi uma estreia feliz, no final ficámos satisfeitos. Obviamente que, desportivamente falando, podíamos ter tido mais uma vitória aqui ou ali, mas, no geral, correu bem.

O que é que faltou cumprir?

Inicialmente, a direção tinha expetativas se calhar um pouco altas demais. Percebemos isso depois. Sempre pensámos em ficar entre o sétimo e o nono lugar. Mas não termos conseguido, pode dever-se a falta de experiência dos nossos atletas. A qualidade deles não está em causa, mas a inexperiência conta muito.

Como é que o plantel foi formado?

Foi já um pouco tarde. Nós tínhamos uns critérios muito apertados: não queríamos atletas muito velhos e, preferencialmente, no primeiro ano de sénior. Como não tínhamos formação, tivemos de ir buscar atletas fora do concelho.

O número de jogadores foi suficiente?

Um plantel de hóquei tem, por norma, 12 atletas e, nós, inicialmente, tínhamos 16. Acreditávamos que com lesões e cartões, íamos precisar de mais jogadores. Um plantel demasiado grande levanta outras questões de gestão de grupo. São convocados 10 e ficam sempre seis de fora. O melhor é ter um plantel de 12 ou 13 atletas.

Já passou um ano desde que o Termas voltou aos nacionais. Teve receio de que pudesse ter de desistir ou o projeto tinha mesmo de continuar?

Nunca tive esse medo, até porque tivemos um conforto financeiro por parte de patrocinadores e município. Fiquei foi preocupado se nós íamos conseguir cumprir tudo o que prometemos. Estamos distantes dos meios de decisão do hóquei que, ou estão a norte, ou estão em Lisboa. Não é fácil ir buscar e manter os jogadores. É necessário motivá-los e não me refiro à parte financeira, mas sim ao lado psicológico. O campeonato é feito também no inverno, com frio e chuva. Imagine o que é fazer uma viagem de 70 ou 80 quilómetros, depois de um dia de aulas, irem e virem numa carrinha de nove lugares, para vir treinar três vezes por semana, não é fácil. Treinar, tomar banho, comer alguma coisa chegam a casa à uma da manhã. Os atletas fazem um esforço muito grande.

O orçamento vai aumentar?

Sim, vai ser substancialmente superior.

Estamos a falar de que ordem?

Andará nos 60 mil euros. Representa um aumento de cerca de 10 mil euros, precisamente para colmatar a tal falta de experiência.

O treinador mantém-se?

Não. Nós achamos que o projeto tem de ter outra vertente. A equipa vai ser reforçada, mas a maioria dos atletas vai continuar. Vamos dar um acompanhamento mais profissional à equipa.

Que objetivos desportivos estão traçados para a próxima época?

Não posso anunciar ainda o nome do novo treinador, mas vai ser um técnico reconhecido a nível nacional. Isso vai obrigar-nos a subir os objetivos. Queremos, na próxima época, andar no topo da tabela. Não podemos já dizer que queremos subir, porque é complicado, mas sem dúvida que queremos fazer uma época mais regular.

Entretanto, o Pavilhão David Correia de Andrade, onde o Termas treina, vai entrar em obras. O que está previsto?

Recebemos um apoio público para renovar todo o teto do pavilhão e acrescentar luzes led, seguindo a linha da eficiência energética. Estas alterações vão dar mais condições ao público. O nosso pavilhão é dos melhores e isso orgulha-nos. Temos todas as condições para tornar o projeto mais sustentável e ambicioso. Não podemos ser só simpáticos e devemos, ano após ano, ser cada vez mais competitivos.





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