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Torneio Internacional de Andebol de Viseu com três dias e seis equipas

Edição de 16 de agosto de 2019
16-08-2019
 

Começa esta sexta-feira (16 de agosto) o vigésimo primeiro Torneio Internacional de Andebol de Viseu, que este ano tem a duração de três dias.

Sendo já uma referência nacional, as edições anteriores do torneio levaram à cidade de Viriato, para além dos três grandes nacionais (Benfica, Porto e Sporting), clubes como o GOG, da Dinamarca, o Chambéry Savoie, de França, os suecos do Alingsas HK ou mesmo os russos do Chekhovskiye Medvedi. Na edição deste ano, deslocam-se ao Pavilhão Cidade de Viseu seis equipas, sendo três delas internacionais.

O FC Porto, o Sporting CP e o SL Benfica defrontam os espanhóis do Ademar León e do Atlético Valladolid, assim como os franceses do HBC Nantes.

José Mendes, técnico de andebol do escalão de Infantis do Académico de Viseu e jogador do plantel sénior do clube viseense, faz uma antevisão das equipas que compõem o torneio. Relativamente aos clubes internacionais, José Mendes realça a competitividade dos coletivos espanhóis e francês.

“Temos uma equipa francesa, o Nantes, presente constantemente na Liga dos Campeões, que é uma equipa de topo, e temos duas equipas espanholas. O Ademar presente na Liga dos Campeões bastantes vezes, e o Valladolid que é uma equipa muito forte”. Quanto à entrada e saída de jogadores, o técnico academista assume um maior conhecimento das equipas nacionais, e explica que “o Sporting manteve mais ou menos a mesma base, assim como o Porto”.

“Fizeram algumas contratações cirúrgicas, mas nada de especial. O Benfica sim, reforçou-se muito bem, especialmente o lado esquerdo, quer a nível do ataque quer a nível da defesa, que era um lado que estava um pouco mais fragilizado no ano passado e que se calhar não deixou a equipa ir mais além”, explica. Para além do lado esquerdo, o Benfica apresenta esta época um pivô de peso mundial para competir com Paulo Moreno e Ricardo Pesqueira pela posição.

René Toft Hansen, atleta dinamarquês de 34, conta já com um título mundial pela seleção da Dinamarca e vários títulos referentes a alguns dos melhores campeonatos do andebol mundial.

O treinador viseense aborda também a contratação de um novo técnico internacional para orientar o plantel do Sporting CP que trará uma tática interessante para os seus jogadores. “Os treinadores estrangeiros normalmente vêm com ideias novas para Portugal e que muitas vezes conseguem surpreender. Temos o caso do treinador do Porto, que desde que chegou a Portugal, o jogo [do Porto] tornou-se muito mais dinâmico e fluido, e com algumas contratações, mas não muitas, notou-se uma diferença na qualidade de jogo, que resultou na conquista do campeonato no ano passado”, afirma José Mendes.

O técnico relembra que o FC Porto e o Sporting CP irão disputar esta época a fase de grupos na Liga dos Campeões e o SL Benfica estará a competir na Taça EHF. “Penso que o torneio está muito bem organizado a nível competitivo e que sem dúvida teremos uns bons jogos”, conclui o treinador, afirmando que “haverá bons espetáculos de andebol este fim de semana no Pavilhão Cidade de Viseu”.

Esta sexta-feira decorrem dois jogos no Pavilhão Cidade de Viseu. Às 19H00 o FC Porto defronta o Atlético Valladolid. Às 21H0, o Pavilhão Cidade de Viseu acolhe duas coletividades internacionais, com o Ademar León a enfrentar o HBC Nantes. No dia 17 de agosto estão previstos três jogos. O FC Porto e o HBC Nantes jogam às 14H30, estando o jogo das 16H30 reservado ao SL Benfica e Ademar León. O Sporting CP e o Valladolid defrontam-se às 18H30. Para domingo está reservado um derby nacional, com o SL Benfica a defrontar o Sporting CP às 15h00.

"Sempre prometi que tudo ia fazer para manter o torneio e ele aí esta!" - Joaquim Escada, presidente da Associação de Andebol de Viseu

Desta edição, a 21ª, para a do ano passado há mais duas equipas no torneio. Porquê?

É uma questão de cada vez fazermos mais e melhor, pela nossa terra. Nós provámos que naquilo que chamam de província se consegue fazer e bem. Com iniciativas como esta promovemos mais clubes, aparecem mais equipas. Surgem igualmente mais jovens que se transformam em referência que podem representar grandes clubes nacionais e estrangeiros e as seleções nacionais.

Com este número de equipas (6) pensam para o ano aumentar para oito e tornar um modelo de quartos de final, meias finais e final?

Como se sabe, os meios não estão a condizer com a grandeza do torneio, gostaríamos de discutir e avaliar este novo modelo com quem de direito, no sentido de voltar a consolidar este torneio. Este modelo de seis equipas agrada-nos, é inovador e todos gostam. Veremos no futuro, avaliando sempre a evolução dos tempos. Queremos estar na linha da frente.

Falou do aspeto financeiro. Que outras dificuldades foi encontrando?

Há várias dificuldades que vão surgindo e que não deveriam ser normais nos nossos dias, mas como disse na conferência de imprensa, não somos pessoas nem de andar de chapéu na mão, nem de nos lamentar. Queremos em cada pedra que vamos encontrando retirá-la, limpar o caminho ou saltar por cima.

Mas falamos exatamente de quê?

Não somos pessoas de nos lamentar. Nunca tive receio de que este torneio não se realizasse. Sempre disse que tudo íamos fazer para que continuasse em Viseu e ele aí está.





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