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"Migrações: Uma Visão para o Futuro" com António Vitorino

conferência
12-07-2018
 

O diretor-geral eleito da Organização Internacional das Migrações (OIM), o português António Vitorino, vai estar esta sexta-feira (20 de julho) no Hotel Montebelo, em Viseu, para a primeira conferência depois da eleição para o novo cargo.

O evento, intitulado de “Migrações: Uma Visão para o Futuro”, está marcado para as 18h00 e o Jornal do Centro vai fazer a cobertura oficial da iniciativa.

António Vitorino foi eleito como o próximo líder da OIM em finais de junho, passando a ser o sucessor do atual diretor-geral, o norte-americano William Lacy Swing. Nascido em Lisboa a 12 de janeiro de 1957, licenciou-se em Direito na Universidade de Lisboa em 1981 e tornou-se mestre em Ciências Jurídico-Políticas na mesma instituição cinco anos mais tarde.

Militante histórico do PS, António Vitorino foi deputado na Assembleia da República entre 1980 e 2006 e tornou-se secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares no governo do Bloco Central, de 1983 a 1985.

Também foi secretário adjunto do Governo de Macau, de 1986 a 1987, e juiz do Tribunal Constitucional entre 1989 e 1994, bem como eurodeputado no Parlamento Europeu por dois anos em 1994 e 1995.

António Vitorino assumiu depois o cargo de ministro da Presidência e da Defesa Nacional no primeiro governo do atual secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, entre 1995 e 1997. Dois anos depois, em 1999, torna-se comissário europeu para a Justiça e os Assuntos Internos. Ele exerce esta última função até 2004.

O socialista também foi advogado e administrador de empresas, assim como presidente do Instituto Jacques Delors entre 2011 e 2016 e autor de diversos livros nacionais e internacionais nas áreas de Direito Constitucional, Ciência Política e Direito Comunitário.

No processo de eleição da OIM, Vitorino venceu em todas as rondas de votações, tendo sido eleito por aclamação na quinta ronda, na qual participou sozinho depois de ter vencido na quarta volta a atual vice-diretora-geral Laura Thompson.

O português tomará posse a 1 de outubro para um mandato de cinco anos, sendo responsável por administrar e gerir a entidade e as decisões tomadas pelo Conselho que integra os estados-membros, e tomará conta de uma instituição que serve como a agência de migrações das Nações Unidas e é considerada a maior organização intergovernamental na sua área.

A OIM trabalha com os seus parceiros na comunidade internacional para ajudar a enfrentar os desafios operacionais da migração, avançar no entendimento das questões de migração e encorajar o desenvolvimento social e económico, enquanto defende o bem-estar e os direitos humanos de todos os migrantes.

A entidade também fornece serviços e assessoria a governos e migrantes para ajudar a garantir o gerenciamento ordenado e humano, promover a cooperação internacional, auxiliar na busca de soluções práticas para problemas de migração e prestar assistência humanitária aos migrantes necessitados, incluindo refugiados e deslocados internos.

Numa entrevista recente dada ao canal de televisão RTP3, António Vitorino garantiu que a sua grande prioridade enquanto diretor-geral da OIM passa por diminuir o número de migrantes que morrem ao atravessar o Mediterrâneo em busca de uma vida melhor.





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