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Projeto de radioterapia para o hospital de Viseu afinal vai ser entregue em maio

Edição de 29 de março de 2019
29-03-2019
 

O conselho de administração do Centro Hospitalar Tondela Viseu (CHTV) deve entregar o projeto final de radioterapia em maio ao Ministério da Saúde. Uma proposta que além dos bunker (túneis) e da instalação de um acelerador linear contempla também a criação de um hospital de dia. A certeza é deixada pelo ex-deputado do PS, José Junqueiro, durante a Conversa Central, programa da Rádio Jornal do Centro, e que surge depois da atual ministra da tutela ter dito que não havia nada para ser aprovado.

“Estou em condições de dizer que no mês de maio, este projeto, que está pronto, e que pode ser concretizado em modelo lego e que considera um espaço físico para os doentes que ali vão a tratamento, vai ser entregue”, assumiu José Junqueiro.

Há uma semana, os autarcas da Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões reuniram com a ministra Marta Temido. Do encontro saiu apenas “estupefação”. Aos presidentes de câmara foi-lhes dito que não havia projeto nenhum, apesar de se falar da radioterapia para Viseu há anos. “A informação que nos foi dada pela senhora ministra é que a atual administração do hospital não aceitou o projeto que existia da anterior administração e que ficou de apresentar um novo modelo que até a esta data não foi apresentado”, anunciou, na altura, Rogério Abrantes, presidente da CIM. Já antes, os deputados do PSD tinham acusado a administração de ter deixado cair o serviço, acusando o hospital de enganar os viseenses.

Tudo porque, em 2017, por duas vezes, o então secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado (PS), esteve em Viseu, a primeira para anunciar a aprovação de um projeto, a segunda para colocar uma placa no terreno onde iria ser criado o centro oncológico. Também disse, na altura, que entraria em funcionamento em 2019.

Mas afinal, há ou não projeto, é a pergunta que deputados, autarcas e a população, essencialmente, fazem e querem que seja esclarecida. Na opinião de José Junqueiro, a construção de um centro oncológico, além de ter a medicina nuclear e a quimioterapia, deveria também ter um espaço físico para o internamento, quando é necessário, das pessoas que estão em tratamento. “E é este, digamos, pré-projeto que existe e ao qual o governo tem de dar andamento. Não podemos dizer que se compra um acelerador, fica ali no bunker e então as pessoas?”, realça.

Linha do tempo

A anterior administração do CHTV (liderada por Ermida Rebelo e indicada pelo governo PSD/CDS), dias antes de terminar as suas funções (abril de 2017), apresentou um projeto à Tutela que contemplava dois bunkers e a instalação de dois aceleradores lineares em ligação com o Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra. Já com o novo conselho de administração em funções, agora liderado pelo médico Cílio Correia (indicado pelo PS), foi aprovada já pelo atual Governo PS a proposta deixada por Ermida Rebelo, mas contemplando a construção dos dois bunkers e a instalação de apenas um dos equipamentos ficando, para mais tarde, o segundo.

Mas, foi entendimento da atual administração que o projeto deveria ser alterado. Isto porque, foi dito que ao fazer-se a obra, esta deveria incluir a unidade de internamento, resolvendo-se, assim, dois problemas. Por um lado, as pessoas em tratamento ficarem internadas num local com condições sem terem de se deslocar e, por outro, libertar espaço no serviço de cirúrgia do edifício principal do hospital. Uma vontade que o próprio presidente do conselho de administração anunciou em entrevista ao Jornal do Centro em abril de 2018.

Esta foi a ideia defendida pela atual administração e que a terá apresentado, em forma de intenção, à secretária de Estado que sucedeu a Manuel Delgado. “Esta foi a intenção que ficou nas mãos dela e que terá passado à atual titular da pasta e aí estará. É uma ideia, uma espécie de pré-projeto”, explicou uma fonte ao Jornal do Centro.

“Ao que parece, agora é que estão a trabalhar. Andaram aqui um bocadinho a dormir na forma. Alguém deve ter dito que não havia dinheiro e deixaram andar a coisa”, disse ainda.

Certo, é que um dia depois da reunião entre os presidentes da CIM e a ministra da Saúde (20 de março), o conselho de administração reuniu com os autores do projeto e já o enviou para o Governo.





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