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"Foi a ministra do Mar que anunciou a linha ferroviária Aveiro-Viseu-V. Formoso"

Edição de 9 de março de 2018
 

Conversa Central com Fernando Ruas

Programa completo (emitido nos dias 9, 10 e 11 de março, na Rádio Jornal do Centro)


11-03-2018
 

Como deputado europeu está envolvido num relatório sobre as regiões menos desenvolvidas da Europa em que todas as regiões de Portugal, exceto Lisboa, estão incluídas. O que diz esse documento?
O relatório foi elaborado por um deputado socialista de Itália. Eu fui escolhido pelo Partido Popular Europeu, como relator sombra para propor emendas. O relatório foi aprovado na comissão com apenas três votos contra o que garante vir a ser aprovado por larga maioria quando subir ao plenário do Parlamento Europeu. O relatório defende que o financiamento das regiões pouco desenvolvidas não seja à justa, mas o suficiente para de uma vez por todas serem corrigidas as assimetrias que existem entre as diferentes regiões da Europa. E isso só se consegue com políticas de coesão. Por vezes esquecemos que se não houver fundos europeus não há investimento público. Em Portugal, estamos numa altura dessas. Veja-se o anúncio da linha ferroviária entre o porto de Sines e Badajoz que vai ser financiada por fundos europeus.

Por falar em ferrovia, na nossa região parece que se deixou cair a reivindicação da linha ferroviária Aveiro - Viseu - Vilar Formoso. Só se ouve falar da requalificação da linha da Beira Alta lá para depois de 2019. Surpreendido?
Eu não deixaria cair no esquecimento embora exista uma opção clara, por parte deste Governo, pelo porto de Sines em detrimento dos portos de Aveiro e Leixões. Foi a atual ministra do Mar, num outro Governo do PS, como secretária de Estado dos Transporte que foi à Zona de Castilha e Leão, em Espanha, dizer aos empresários espanhóis que iria avançar com a construção da linha ferroviária, Aveiro - Viseu - Vilar Formoso. Os autarcas e as forças vivas da nossa região deviam lembrar-lhe isso.

Sobre autarcas e autarquias. Na negociação que está ser feita entre PS e PSD sobre transferência de competências para as autarquias quais são as que deviam ser transferidas?
Dito de outra maneira. Eu não alinharia em receber as competências de que a administração central se quer ver livre. Como princípio aceito que as autarquias fazem tudo melhor que o poder central, porque estão mais perto da decisão. Não devem aceitar as transferência com o envelope financeiro do que se está a gastar agora. Devem exigir financiamento para que a competência a receber seja bem exercida.

Como vê a estratégia do novo líder do PSD Rui Rio de abrir a porta a negociações com o PS e o Governo?
Essa negociação, como diz Rui Rio, é sobre questões nacionais que devem ser consensualizadas. Estou de acordo. Se for sobre medidas do programa do partido do Governo há que ter cuidados redobrados. Aí não faria grande abertura, porque não seria bom para o país nem para o partido. O Rui Rio é um político experiente e fico muito espantado com os que com ligeireza saem já a terreiro criticar o novo líder do PSD. Parece que é presidente do partido há muito tempo. Acabou de chegar. Demos tempo ao tempo e estou confiante que vai fazer um bom trabalho.

Outros temas abordados na Conversa Central: Os efeitos para a Europa dos resultados eleitorais em Itália e do acordo de Governo na Alemanha; os cuidados a ter nas negociações com António Costa, primeiro ministro, e com Eduardo Cabrita, ministro da Administração Interna





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