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"O Aliança veio para ficar. O interior deve ter um choque fiscal"

Edição de 26 de abril de 2019
26-04-2019
 

Pedro Santana Lopes esteve em Viseu a inaugurar a sede de campanha no novo partido Aliança para as Eleições Europeias de 26 de maio. Em entrevista exclusiva ao Jornal do Centro defende um choque fiscal a favor do interior e que a Europa tem de ajudar Portugal a crescer acima da média europeia.

As últimas sondagens dão o PSD a aproximar-se do PS. Perante estes dados, não pensa hoje que seria mais fácil derrotar a “geringonça” de esquerda se tivesse ficado ao lado de Rui Rio?

Essa é uma hipótese que ficou para trás. Esses dados são para as Eleições Europeias mas o que interessa é substituir a “geringonça” nas Eleições Legislativas por uma maioria reformista, de inspiração liberal, social-democrata, uma maioria que aposte no investimento e no crescimento económico, que tenha a noção do quanto é importante o apoio às empresas à sua capitalização e que saiba que tem que trabalhar muito para equilibrar o país na relação entre o chamado interior e as zonas mais favorecidas. Eu já fiz uma proposta pública para para que os partidos que querem substituir a frente de esquerda se juntem para as Eleições Legislativas…

Mas o PSD e o CDS já disseram que não…

Cada um sabe de si e Deus sabe de todos. O eleitorado do centro direita tem que pensar se vota em quem está disposto a viabilizar um Governo do PS ou em quem queira trabalhar para substituir a frente de esquerda…

Continua convencido que Rui Rio está disposto a viabilizar um Governo do PS?

Ele é que o disse e ainda há três semanas ou quatro. E eu acredito no que ele diz.

As sondagens não são muito favoráveis à Aliança, que não elege nenhum deputado para o Parlamento Europeu e coloca o PSD a subir e a colar-se ao PS. Rui Rio está no caminho certo?

Estamos a falar da última conhecida que é da Aximage, mas há outras, até posteriores a essa, que dão melhores resultados ao Aliança, embora esses resultados ainda não tenham sido divulgados. Eu estudei essa sondagem como outras. Não mudo uma vírgula ao que digo por causa das sondagens, mas até podia mudar e não me caiam os parentes na lama. Estou convencido que vamos eleger deputados para o Parlamento Europeu.

Qual é o resultado mínimo aceitável?

Se não elegermos pelo menos um deputado ficaremos tristes…

Se não eleger deputados para o Parlamento Europeu quer dizer que o país não precisa da Aliança?

Não. Aqui ao lado em Espanha, o Ciudadanos, que é um partido médio/grande andou durante sete ou oito anos até eleger alguém e não esmoreceram. Quando temos causas em que acreditamos não são os resultados melhores ou piores que nos fazem desistir…

A Aliança é um partido resistência e veio para ficar...

Para além das Europeias vamos ter candidatos nas regionais da Madeira, nas Legislativas e nas Autárquicas em todo o país. Cá estaremos em Viseu a concorrer, como vamos fazer em todas as autarquias do país. Vão ter que se habituar à nossa presença.

Que Europa defende a Aliança?

Sempre defendi que era preciso termos outra atitude com Bruxelas. Portugal não pode continuar mais uma década a afastar-se da média europeia…

A Europa tem mandado muito dinheiro para Portugal. Se calhar nao o sabemos é aproveitar?

As duas coisas. O que é preciso é convencer quem decide lá e cá que é preciso crescimento económico. Fazer equilíbrios orçamentais com o corte da despesa e aumentar os impostos é fácil. Qualquer um o faz. A boa governação é que cria um ambiente propício ao investimento, que faz os empresários arriscarem, criarem emprego, aumentarem a produtividade…

Diminuir os impostos é o caminho?

Acreditamos que um choque fiscal pode trazer mais receita fiscal, no IRS, no IRC e no IMT para quem queira constituir família até por causa do problema da demografia e natalidade e uma política fiscal atrativa para o interior.

Em concreto, pelo interior o que a Aliança pode fazer?

Para as empresas que se instalem no interior... IRC taxa zero, descentralização de serviços, ministérios, tribunais superiores sairem de Lisboa. E tenho autoridade para falar disso porque foi comigo que houve a descentralização de secretarias de Estado que depois não teve continuidade. Isenção de portagens na ex-Scut e na Via do Infante para residentes e empresas aqui sediadas. Esta medida custa menos que a redução dos passes sociais em Lisboa.





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