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Distrito de Viseu está a perder população

Edição de 21 de junho de 2019
22-06-2019
 

O distrito de Viseu viu perder população nos últimos cinco anos em todos os concelhos, mesmo nas cidades com maior desenvolvimento económico. São os casos de Lamego, Tondela, Mangualde e Nelas, a que se soma também Viseu. Na sede de distrito, o decréscimo é de quase 1500 pessoas, um cenário que o presidente da autarquia diz não ser real. “Os dados não estão certos, estamos a falar em decréscimo de população nacional mas de crescimento de população estrangeira, o que indica que Viseu tem um saldo positivo”, assegura Almeida Henriques.

Para o autarca, a realidade populacional só vai ser aferida nos Census de 2021 mas, para já, diz que tem um indicador válido: “Só em novos contadores de água foram requisitados 1400 entre janeiro do ano passado e maio deste ano. Não foi por capricho que foram contratados, significa que Viseu está com capacidade de atrair pessoas, designadamente por causa dos projetos de investimento que temos anunciado”.

Almeida Henriques, que lembra ainda que o decréscimo da população é um problema nacional, diz que Viseu “continua a ser um farol” quando se olha à volta. “Há quem prefira ver parte negativa de uma estatística que vale o que vale e, atenção que não entra aqui o saldo migratório. A verdade é que se olharmos para o país, o único concelho que anda na casa das 100 mil pessoas é Viseu. O percurso está a ser feito e o concelho é cada vez mais importante na lógica do interior do país”, remata.

Explicações que não convencem os vereadores do PS que falam numa “acentuada redução” da população. “Estamos a falar de meio por cento a cada ano”, alerta Baila Antunes. Para o socialista, os dados são “preocupantes”, tanto mais “porque estamos a falar da população ativa, os jovens que estão a sair para trabalhar noutros concelhos ou distritos”. “O concelho já foi uma ilha do interior enquanto município que não é de baixa densidade a verdade é que o que tem sido apregoado não é visível depois em todos os indicadores estatísticos”, conclui o vereador do PS.





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