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A melhor barbeira do país é ucraniana e vive em Viseu

Edição de 12 de abril de 2019
14-04-2019
 

Halyna Buchin Dyakun é um nome que vai querer fixar se gosta de cortar o cabelo e se se preocupa com o seu estilo. Esta mulher, de nacionalidade ucraniana, a residir há 18 anos em Viseu conquistou no final de março o título de melhor barbeira de Portugal. No concurso participaram mais de 100 pessoas. Halyna foi das poucas mulheres a marcar presença e a única a chegar à grande final, disputada na Exponor, no Porto.

A barbeira confessa não estava a contar ganhar. “Esperava ficar nos três primeiros lugares, porque havia lá muitos bons barbeiros e que fizeram um bom trabalho”, diz, acrescentando que também teve a sorte de lhe ter calhado um modelo com bom cabelo e barba.

Halyna está satisfeita com o prémio que venceu. Explica que aprendeu “muita coisa” no concurso e aconselha todos os barbeiros a participarem também no concurso do qual saiu agora laureada.

Na barbearia, onde trabalha há 14 anos, na Avenida Emídio Navarro, junto ao rio Pavia, o movimento aumentou agora que se sabe que é a melhor barbeira de Portugal. “Notei um bocadinho mais diferença. Agora já não tenho parança”, conta, entre risos.

Esta ucraniana chegou ao nosso país há 18 anos. Casou-se no dia 8 de agosto com o marido e menos de uma semana depois estavam os dois em Portugal, não para a lua de mel, mas para trabalhar. O casal começou por estar empregado nas vindimas e a viver numa roulotte. Halyna arranjou depois emprego nas limpezas e o marido continuou na agricultura. Entretanto nasceu o filho. Após um ano resolveu voltar para a terra natal, Lopushavka Xomina.

Não esteve na Ucrânia mais de oito meses. Regressou, com o marido e o filho, e foi nessa altura que voltou a ser cabeleireira, como no país de origem. Esteve empregada num salão mais de dois anos e depois foi para o desemprego, quando o estabelecimento encerrou. Foi nessa altura que lhe apareceu o trabalho na barbearia, onde ainda está hoje, 14 anos depois. Até essa data nunca tinha trabalhado com homens. Hoje confessa que gosta mais estar com a navalha e a máquina de barbear na mão.

O marido de Halyna entretanto emigrou de novo. Já esteve na Noruega, Espanha e atualmente encontra-se em França. Para já, esta ucraniana quer ficar por Portugal. O grande objetivo que tem agora é comprar uma casa cá.

Esta emigrante diz que é “difícil” apontar o que não gosta no nosso país. Depois de alguma insistência, e num dia atípico de Primavera, aponta o frio que é mais seco do que no leste europeu. De resto só tem boas coisas a dizer de Portugal. Destaca a beleza de Viseu, as pessoas com quem se cruzou dentro e fora da barbearia e também a comida da região.





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