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Da capital da Venezuela para a capital da Beira Alta

Edição de 8 de março de 2019
10-03-2019
 

Maria Briceño chegou a Viseu há dois anos. Natural de Caracas, a capital da Venezuela, veio para Portugal à procura de “uma melhor qualidade de vida” para ela e para o marido. “Dada a atual crise social e económica que se vive na Venezuela tornou-se impossível continuar o nosso crescimento profissional e pessoal [no país sul americano]”, diz. Maria já conhecia Portugal. Já por cá tinha estado de férias e na altura gostou do que viu. O facto de possuir família no país à beira mar plantado também a ajudou na decisão de cruzar o Atlântico.

Desde que chegou, esta venezuelana nunca saiu de Viseu. “Inicialmente trabalhei como empregada de mesa. Seguidamente exerci a função de costureira industrial numa fábrica de confeções. Atualmente realizo um curso de técnico informático para complementar a minha formação tecnológica”, refere, revelando que no país de origem era gerente administrativa numa pequena empresa de construção civil.

Apesar das “muitas saudades” que sente da terra natal, Maria não está a pensar em regressar à Venezuela. “Agora sinto Portugal como minha segunda casa e é aqui que quero construir uma vida”, afirma, acrescentando que o que mais aprecia no nosso país “é o nível de segurança”, mas também a cultura e “todos os sítios lindos que Portugal tem para descobrir”.

Em Viseu, destaca a tranquilidade, a segurança e a limpeza da cidade. Dá ainda nota positiva “aos muitos espaços verdes para caminhar” e às “muitas atividades culturais durante o ano”. “Também penso que é uma cidade que está a crescer cada dia e que tem muito para oferecer”, afirma, salientando que o mais “difícil” que enfrentou em terras lusitanas foi a procura de emprego. Também não foi fácil a aprendizagem da língua e a adaptação ao frio.





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